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31/03/2012

31 MARS 2012 : ÉGLISE DE LA SAINTE CROIX ("SANTA CRUZ") . BRAGA (Portugal)

 

 

SANTA CRUZ DE BRAGA.jpg

SANTA CRUZ de BRAGA

 

Igreja de Santa Cruz

 

Por Júlio Gil *

 

 

 

A igreja de Santa Cruz (situada no Largo Carlos Amarante – Braga) é um dos “centros” geográficos das cerimónias da Semana Santa. É no seu “adro”, aliás, que ocorre o “Encontro” entre Jesus e a Virgem Maria na Procissão do Domingo de Ramos, e onde é pregado o ancestral “Sermão do Encontro”. Para que os leitores possam admirar também a componente artística deste templo, publicamos hoje um texto do Arq.º Júlio Gil que, certamente, ajudará a “compreender” melhor a riqueza patrimonial deste templo do século XVII.

 

Professor primário, fervoroso católico e homem com espírito de iniciativa e capacidade de risco, Jerónimo Portilho imaginou e articulou os fundamentos da Confraria de Santa Cruz [Braga], que dedicaria especial devoção aos Passos do Senhor. Depois de aprovada, começou a Confraria por se instalar na Capela do Espírito Santo, da bela igreja barroca de S. João Marcos, eixo do hospital do mesmo nome, restaurado no século XVIII, mas de primitiva edificação quinhentista.

Crescia em número, actividades e importância a Confraria, de tal forma que Jerónimo Portilho lançou nova iniciativa – construir uma igreja para a associação mais tarde honrada com o título de Irmandade Real. E com esmolas dos confrades e a ajuda do arcebispo de Braga, erguer-se-ia a igreja de Santa Cruz, que marca o início do período barroco bracarense cuja qualidade, abundância e personalidade iriam influenciar o carácter urbano e a monumentalidade da capital minhota. Apesar de ser a primeira em tempo, a igreja de Santa Cruz ocupa também lugar primacial quanto a beleza, o que, entre tantos brilhantes exemplos, significa muito.

Detinha então a Coroa portuguesa o rei espanhol Filipe IV – a edificação da primeira fase da igreja foi feita entre 1625 e 1653 – e era arcebispo de Braga D. Afonso Furtado Mendonça, um alentejano de forte personalidade, doutorado em Coimbra e que foi Deão

da Sé de Lisboa, Reitor da Universidade, membro do Conselho de Estado, presidente da Mesa da Consciência e Ordens, bispo da Guarda e de Coimbra; transferido em 1618 para Braga, seria seu arcebispo, e mais tarde arcebispo de Lisboa e Governador do Reino.

É provável que o programa do projecto da igreja fosse do Arcebispo Primaz e, pelo menos, o final da construção parece ter sido da autoria do mestre Francisco Vaz, que concebeu e realizou uma verdadeira obra de arte arquitectural neste Terreiro dos Remédios, próximo do Hospital de S. João Marcos.

O estilo barroco ensaiava então os primeiros tímidos voos em Portugal onde o maneirismo dominava e persistiria. Durante todo o século XVII a aceitação do barroco foi lenta entre nós e só na centúria seguinte se afirmaria, alcançando elevado valor estético, sobressaindo especialmente o seu decorativismo arquitectónico, e na escultura de talha, e no azulejo, e em outras artes como o mobiliário, a ourivesaria, a cerâmica, nas quais os artistas portugueses souberam realizar obras-primas de invulgar personalidade.

Durante largo tempo, a arte barroca sofreu pelo mundo maus tratos da crítica iluminista e neoclássica, e ainda por preconceitos que a consideravam fruto e imagem absolutista e

clerical. Generalizou-se o depreciativo julgamento de barroco como uma variedade de feio, de extravagante, de teatralidade emocional, exibição do irracional e do inútil, negação do ideal de beleza como unidade orgânica e como ponderação – repugnante mesmo quando se lhe admitia possuir conteúdos positivos, como faz Benedetto Croce ao

designar o barroco “forma di brutto estetico”. A partir dos finais do século passado, começou a olhar-se a Idade Barroca sob novos prismas, a estudar-se melhor e mais profundamente, a descobrir-se como ideia de arte realmente livre, que a aproxima do nosso tempo. Talvez vindo da palavra portuguesa barroco, que significa “pérola dourada lisa” – nas Beiras dá-se também este nome a penedos de forma irregular... –, este termo merece hoje consideração muito mais justa que a anterior, pois define um período de grande riqueza criadora, não só por toda a Europa, e apliada, para além da arquitectura, às outras artes plásticas, e à literatura, e à música, naturalmente com características diversas, conforme as regiões, as influências e interfusões com sensaibilidade e expressões locais.

No seu dinamismo dramático, o barroco foi uma reação aos ideais clássicos renascentistas e aos esforços de originalidade do maneirismo, como que uma necessária humanização da arte depois de tanto intelectualismo. Dino Formaggio diz: “... e assim se coloca como a voz e o guia da alma dos povos, a revelação potente dos seus desejos e dos seus significados e, a um tempo, como o ímpeto da comoção que, com popular violência, abate e exalta, mostra os caminhos da condenação e da redenção que levam o homem a tomar consciência de si mesmo e da própria vida, e aí a ‘realizar virtuosamente’. Tal é e desejou ser, no seu mais alto ideal, o Barroco. Isto não é só um ideal de Arte, mas também um ideal de Vida.”

 

A igreja de Santa Cruz ergueu-se neste período inicial, em que o barroco acrescentava nova linguagem decorativa a esquemas estruturais maneiristas. No entanto, a frontaria só foi terminada numa época de já bem amadurecido barroco – as torres foram erguidas em 1694, a decoração da frontaria em 1737. Entre as duas torres sineiras, de belo desenho, a fachada é esbelta, de feliz composição dividida em dois pórticos sobrepostos e um terceiro sector dominado pelo frontão ricamente esculturado. O pórtico do nível térreo, de estilo dórico, quatro colunas adossadas e com caneluras, enquadra as três portas do templo; entre as vergas e o entablamento, três cartelas emolduram inscrições e são seguidas por outras três, acima da cornija e separadas por pedestais de quatro pilastras que constituem um pórtico-cego, de formas e proporções jónicas, de entablamento interrompido por óculo com larga molduração, participante num jogo de pequenas janelas que discretamente iluminam as escadas da Torre e o Coro, jogo onde também se integram os relógios, cuja ornamentação foi trabalho do mestre pedreiro Francisco Álvares. A fachada lateral divide-se em painéis brancos rasgados por altos janelões em duas linhas de diferentes alinhamentos – sóbria geometria, maior realce à fachada.

Três fortes arcos torais apoiam a abóbada de berço sobre a alta nave, no amplo interior ornado de esplendorosa talha. Francisco Machado, de Landim, foi o entalhador dos seis António Marques – obras da época de D. João V.

Azulejaria e pinturas dos séculos XVII e XVIII dão particular interesse à sacristia, assim como um magnífico arcaz seiscentista. Porém, as maiores preciosidades decorativas encontram-se na obra de talha do grande escultor Frei José de Santo António Vilaça, que desenhou a impressionante capela-mor, ganhando também um concurso para um novo retábulo, em que participaram artistas de Lisboa, Porto e Guimarães. Frei José Vilaça já realizara o anterior aquando da ampliação da capela-mor de que a Irmandade de Santa Cruz o encarregara, mas, depois de terminado, decidiu-se levantar outro por motivos estéticos e técnicos, que fosse “mais leve nas suas formas e menos dispendioso para dourar”. O bracarense Frei José Vilaça recebera forte influência do arquitecto-escultor André Soares da Silva, de quem, aliás, a igreja de Santa Cruz guarda a primeira obra documentada – um trabalho gráfico, a iluminura do frontispício dos Estatutos da Irmandade do Bom Jesus e Sant’Ana. Frei José Vilaça desenhou e executou algumas das melhores obras barrocas do Norte, notavelmente estudadas por Robert Smith, que se encontram disseminadas por vários monumentos.

Neste igreja de Santa Cruz, além do referido retábulo, também as seis sanefas e os caixilhos das janelas, dois relicários, credências e portadas da capela-mor constituem admiráveis provas do talento imaginativo do mongeartista do beneditino Mosteiro de Tibães, agraciado com a capa de irmão da Irmandade

de Santa Cruz, o que muito o honrou.

 

* Júlio Coelho da Silva Gil nasceu em Lisboa a 24 de abril de 1924 e faleceu a 11 de abril de 2004. Foi um prestigiado ilustrador, cartonista, caricaturista, arquitecto, pintor e escritor. Para além de outras obras editadas, de que se destaca a série “Chico” (que relata as aventuras de um jovem pugilista), em colaboração com os fotógrafos Augusto Cabrita e Nuno Calvet, escreveu uma série de álbums sobre arquitectura portuguesa, entre as quais figura a obra “As mais belas igrejas de Portugal”, publicada em 1988 pela Editorial Verbo (e reeditada em 2006 pela Edimpresa Editora).

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POUR QUI VOTER?

(BIENTÔT SERA ÉLU UN NOUVEAU PRÉSIDENT POUR LA FRANCE... QUE TOUS CEUX QUI LE PEUVENT N'OMETTENT PAS D'ACCOMPLIR CE GESTE SI IMPORTANT POUR L'AVENIR DU PAYS... MÊME SI NOUS AVONS LA PENSÉE (JUSTE) QUE NOTRE VOIX NE PÈSE PAS LOURD!)


10:09 Publié dans CULTURE | Commentaires (0)

08/11/2011

FOI ET CULTURE

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Bibliothèque universitaire de COIMBRA


SECRETARIADO NACIONAL

 

DA PASTORAL DA CULTURA

 

 

O que é mais importante (criar, manter, repensar) na relação da Igreja com a Cultura?

 

Alice Vieira: Pastoral da Cultura usa «linguagem nem sempre acessível a todos»

«Penso que a Pastoral da Cultura está com muita força e a fazer um bom trabalho mas por vezes usa uma linguagem nem sempre acessível a todos. Temos de pensar que há muitas camadas diferenciadas de pessoas, pelo que é importante chegar a todas e que todas cheguem a nós, sem afastar ninguém.»

 

André Dourado: Cultura é «campo por excelência» para «contacto entre a Igreja e a sociedade»

«Na relação entre a Igreja e a Cultura, é tempo de restaurar descomplexadamente uma das linhas mestras da relação entre as duas ao longo dos tempos, e que fez da segunda um meio privilegiado de propagação da Fé. Apesar da Cultura ser hoje feita de realidades muito diversificadas das quais a religião é apenas uma parte, e já não o centro, ela deve ser assumida, a par da área social/humanitária, como o campo por excelência no qual se estabelece o contacto entre a Igreja e a sociedade, tornando-se um palco de afirmação do papel da Igreja no mundo.»

 

Ângela Xavier: «Reabrir definitivamente as portas da Igreja» a todos os que pesquisam caminhos «para além do óbvio»

É preciso «reabrir definitivamente as portas da Igreja a todos os que, por vias diversas, pesquisam caminhos que os conduzam «para além de», para além do óbvio, para além de um senso comum repetidamente repetido, numa qualquer busca do(s) sagrado(s), das diversas formas pelas quais o(s) sagrado(s) se pode(m) manifestar, experienciar.»

 

(Fonte : Agência Ecclesia -07/11/2011)

 

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11:52 Publié dans CULTURE | Commentaires (0)

17/06/2011

NUIT DES ÉGLISES : 2/07/2011

La Nuit des églises :

une première le 2 juillet !

par Chantal JolY

 



LA NUIT DES ÉGLISES , LE 2 JUILLET


Il y avait « la nuit des musées », il y a désormais « la Nuit des églises ». Coup d'envoi le 2 juillet 2011 d'une belle initiative destinée autant aux chercheurs de sens qu'aux amateurs d'art et d'histoire.

Elles ressemblent trop souvent à des « Belles au Bois Dormant ». Par peur des vols ou manque de forces locales, en raison d'une baisse de fréquentation, de nombreuses églises ne sont plus ouvertes que le dimanche ou lors de funérailles. Or elles font partie du domaine public affecté au culte. Sur le plan civil autant que canonique, ouvrir les bâtiments et les rendre accessibles à tous est une obligation légale. "La Nuit des églises", dont la première édition aura lieu ce 2 juillet 2011, s'inscrit dans cette optique patrimoniale et culturelle mais aussi pastorale et missionnaire.

Lors de la conférence de presse de lancement, Mgr Jean Legrez, archevêque d'Albi, a déclaré : « L'événement peut permettre aux fidèles de prendre davantage conscience du patrimoine qui est le leur et de le mettre en valeur ». Membre de la commission épiscopale liturgique et sacramentelle, chargé des questions d'art sacré, Mgr Legrez est témoin de l'immense trésor que représentent pour la France ses 45.000 églises paroissiales. La loi de 1905 de séparation de l'Eglise et de l'Etat s'est avérée finalement, dit-il « très heureuse ». En effet, si les bâtiments sont bien conservés grâce aux soins des communautés locales, ils le sont aussi grâce aux efforts financiers des pouvoirs publics et à la protection de la loi sur les monuments historiques de 1913.

Des édifices plus admirés que fréquentés ?

Isabelle Saint Martin, historienne d'art sacré, a pointé ce paradoxe d'avoir « des édifices plus admirés que fréquentés ». « Ce patrimoine, insiste-t-elle, implique à la fois un héritage et une transmission [...] sans « opposer fidèles et touristes » [...] et sans avoir la frilosité d'associer l'ancien et le très contemporain ».

Présence d'artistes et de leurs œuvres à la chapelle sainte Thérèse d'Hem à Lille, vidéo présentant la symbolique des chapiteaux à l'église de Châteaumeillant dans le diocèse de Bourges, lectures bibliques à la collégiale Notre-Dame d'Etampes dans le diocèse d'Evry, présentation du futur orgue à l'église Saint-Laurent du Puy-en-Velay... Le 2 juillet chacun est libre de s'organiser. Une seule préoccupation : faire que cette présence chrétienne dans la cité (ou le tissu rural) s'inscrive dans sa millénaire tradition d'accueil tout en veillant à toucher ses contemporains.

 

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UN EXEMPLE :

 

LE FESTIVAL D’ART SACRÉ

 

DE CHAMPEAUX (SEINE-ET-MARNE)

 

 


COLLÉGIALE DE CHAMPEAUX

 

Voyage musical et spirituel avec le festival d’art sacré de Champeaux (Seine-et-Marne)

Pour sa 29ème édition, le festival d’art sacré de Champeaux se consacre une nouvelle fois au voyage et propose une série de manifestations culturelles diverses sur ce thème : musique classique, chants sacrés, conférences, projections, lectures, promenade… Du 17 au 26 juin

Collégiale de Champeaux (c) M. Vauthrin

Des voyages en terres inconnues aux cheminements spirituels, les différentes animations proposées lors de ce festival emmènent les spectateurs dans un parcours à la fois culturel et religieux. Avec des propositions aussi riches que variées, le festival d’art sacré de Champeaux montre comment l’art constitue un véritable parcours, engage une véritable réflexion spirituelle qui mène au dépassement de l’homme pour le conduire jusqu’à Dieu.


Collégiale de Champeaux (c) M. Vauthrin

Pour mettre d’autant plus en valeur la qualité des manifestations proposées, l’ensemble des concerts, lectures et projections prennent place dans la Collégiale Royale Saint Martin de Champeaux et la Grange du Cloître, située tout à côté. Eglise de style gothique datant des XIIème et XIIIème siècles, la Collégiale présente une acoustique exceptionnelle et magnifie les chants et concerts qui y sont exécutés lors du festival. Depuis sa construction au Moyen-âge jusqu’à nos jours, elle a toujours été un lieu de rencontre entre la culture et la foi.


Fare-clé de la nef (c) M. Vauthrin

Musique liturgique, chants sacrés, conférences, projections, promenades, … vous pouvez dès maintenant découvrir le programme de ce festival.


Concert à Champeaux (c) M. Vauthrin

Vendredi 17 juin

Concert à la Collégiale de Champeaux à 21h
Requiem de Brahms, Ein deutsches Requiem, par l’Ensemble Laudate Dominum
Jean-Jacques Prévost : direction ; Dominique McCormick : soprano ; Olivier Ayault : Basse ; Jean-Louis Jardon : baryton ; Laurence Dubreuil : piano ; Pascale Giardina : piano.
Composée entre 1865 et 1867, Ein deutsches Requiem est composée de sept mouvements et est la plus longue composition de Johannes Brahms. Une des originalités et particularités de cette œuvre est qu’elle tire son texte de la bible protestante de Martin Luther et met l’accent sur le chagrin des vivants plutôt que sur le repos des défunts.

Samedi 18 juin

Soirée Corse avec l’Ensemble Sarocchi
Chants sacrés « a paghiella » à la Collégiale à 20h30
Chants traditionnels et buffets corse à la Grange du Cloître à 22h

Le chanteur corse Benedettu Sarocchi a réuni autour de lui en groupe de chanteurs et musiciens qui composent maintenant l’Ensemble Sarocchi. Le groupe propose un répertoire authentique corse, accompagné d’instruments traditionnels comme la cetera, mais aussi des chants polyphoniques et des pièces instrumentales. Mêlant harmonieusement traditions séculaires et modernité, ils interprètent des lamenti, des romances, des polyphonies religieuses ou profanes, des chants festifs et des airs de musiques à danser.

Dimanche 19 juin

Conférence-projection de Paule Amblard à la Grange du Cloître à 15h
L’Apocalypse dans les Tapisseries d’Angers
Parmi les nombreux trésors du Château d’Angers, les Tapisseries de l’Apocalypse sont un des plus riches ensembles consacrés au Nouveau Testament. Elles sont composées de plus de quatre-vingt éléments et s’étale sur plus de cent mètres de long. Ces tapisseries permettent aux fidèles de comprendre la symbolique des images du livre grâce à des figurations à la fois belles et explicites.
Lors de cette conférence, l’historienne de l’art Paule Amblard apporte des clés de lecture de ces tapisseries et explique les symboles qui y sont représentés. Elle permet au visiteur de retrouver la signification profonde de cette œuvre.

Musique liturgique juive à la Collégiale à 16h45
Adolphe Attia et le Chœur de la Synagogue de la Victoire
Hazan réputé dans le rite juif, Adolphe Attia chante la Parole de Dieu pour révéler l’émotion et la foi des fidèles. Lors de ce concert, il est accompagné du Chœur de la Grande Synagogue de la Victoire de Paris où il a longtemps officié.

Mardi 21 juin

Fête de la Musique
Concert-promenade illuminé à la Collégiale de Champeaux à 21h30
Chant grégorien et polyphonies anciennes par Capellina Campellina
Comme chaque année, la fête de la Musique est l’occasion de proposer à tous une visite de la Collégiale illuminée et enchantée. Les visiteurs découvrent l’édifice à l’éclairage des bougies et s’engagent dans un voyage d’art et d’histoire. A chaque endroit particulier de la Collégiale, ils profiteront de chants illustrant les significations des œuvres d’art qu’ils contemplent. Dans une atmosphère à la fois conviviale et calme, ils seront gagnés par la sérénité de l’édifice religieux et de chants sacrés.

Vendredi 24 juin

Concert-lecture à la Collégiale à 21h
Via Crucis de Liszt par l’Ensemble vocal La Gioia
Le Chemin de Croix de Paul Claudel par Michaël Lonsdale
Acteur de renommé international, Michaël Lonsdale a obtenu un César grâce à son interprétation dans le film « Des Dieux et des hommes ». Chrétien engagé, il interprète le texte de Claudel avec conviction et force. S’appropriant le texte au plus profond de lui, il se semble pas jouer mais révéler une part intime de lui-même.
Lors de cette lecture toute particulière à Champeaux, il est accompagné de l’ensemble vocal La Gioia, dirigé par Laure-Marie Meyer, qui interprète le Via Crucis de Franz Liszt avec Véronique Bary au piano.

Samedi 25 juin

Soirée Compostelle
Vêpres à la Collégiale à 19h
Repas du Pèlerin à la Grange du Cloître à 20h
Oratorio du Pèlerin du Père André Gouzes à la Collégiale à 21h30

Avec les chœurs Saint-Ambroise de Paris, Chantres d’Ile de France, Amos d’Auvergne, Pèlerin de Valenciennes
Michel Wolkowitsky : baryton ; Béatrice Gaussorgues : Soprano ; Jean-François Capony : Direction
Depuis une quarantaine d’année, le Père Gouzes met ses talents de compositeur au service de la liturgie. Il crée de nouvelles pièces musicales et harmonisent des morceaux plus anciens. Ses oratorios consacrés à l’Apocalypse, la Création et la Passion se sont répandus à travers toute la France.
L’oratorio du Pèlerin retrace le cheminement spirituel d’un pèlerin lors de son voyage vers Compostelle. Lors de son voyage intérieur, il découvre la Lumière grâce à ses « rencontres » avec des saints et des saintes de toutes les régions : la Vierge Noire, Sainte Agnès de Langeac, Sainte Foy de Conques, Saint François d’Assise, Sainte Claire, Saint Sernin de Toulouse et bien sûr Saint Jacques. Alternant chants et narrations, solistes et chœurs, cet oratorio est un voyage musical à la fois doux et puissant.

Dimanche 26 juin

Conférence-projection à la Grange du Cloître à 15h
Le Voyage de Guillaume de Rubrouck dans l’Empire Mongol (XIIIème siècle) par Marc Allaux
Guillaume de Rubrouck, moine franciscain du Moyen-âge, fut envoyé par Saint Louis vers le Grand Khan pour y cherché un allié. Il porte sur les peuples qu’il rencontre un regard particulièrement moderne et innovant pour l’époque. Lors de cette conférence, les visiteurs pourront découvrir des photographies de paysages lointains et de populations aux traditions fortes et aux modes de vie ancestraux.

Chants mongols à la Collégiale à 16h45
Le chant des steppes par l’Ensemble Altaï Khairkhan
Lors de cette représentation, les spectateurs pour découvrir les chants traditionnels mongols et leurs techniques souvent méconnues en Europe, comme le chant diphonique et les différentes techniques de gorge, nés de l’ambition d’imiter les bruits de la nature. Bruit du vent et du ruisseau, elles font voyager les spectateurs vers les steppes mongoles.

Informations pratiques

Festival d’art sacré de Champeaux
Du 17 au 26 juin
Directeur fondateur du festival : Michel Vauthrin
Tel : 01 60 66 96 07
Email : festivaldechampeaux@yahoo.fr
Internet : www.collegialedechampeaux.com/festival.htm

Collégiale Saint Martin
13 Rue du Cloître
77720 Champeaux
Tel : 01 60 66 96 07
Internet : www.collegialedechampeaux.com

 

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