logo Blog50.com
Blog 50 est un service gratuit offert par Notre Temps

07/05/2012

7 MAI 2012 : LENDEMAIN D'ÉLECTIONS

(Depuis hier soir, la France a donc un  nouveau Président! Malgré 1 million de voix de  plus que son concurrent, il dépasse de peu la majorité (51,6 % des voix, ce n'est pas un "raz-de-marée")... Il sait toutes les difficultés qu'il va rencontrer, et cela sans aucun délai de "grâce" : Il devra bien en tenir compte, mais il a la réputation d'un homme de bon sens, accordons-lui le préjugé favorable.)

Présidentielle 2012

 

 

FRANÇOIS HOLLANDE PRÉSIDENT.jpg

F.HOLLANDE, HIER SOIR, À TULLE

Ce que veulent les Français. Par François Ernenwein

En élisant un nouveau président de la République, les Français ont envoyé un message. Ils ont exprimé des préférences, indiqué ce qu’ils souhaitaient et ce qu’ils rejetaient. Le score, marqué par un écart faible entre le gagnant et le perdant, est en soi parlant. Le nouveau président, dans ces premiers choix, devra évidemment tenir compte de tous ces éléments.

 

Comparaison n’est donc pas raison. En voyant des dizaines de milliers de personnes rassemblées place de la Bastille dimanche soir, certains ont cru humer « un nouveau parfum du 10 mai 1981 ». Outre que l’enthousiasme n’était pas vraiment de même nature, la sagesse commanderait de ne pas laisser aller trop loin le parallèle : il y a 31 ans, François Mitterrand déclarait qu’il fallait rompre avec le capitalisme et mis deux bonnes années à enterrer ce rêve. La tâche première de François Hollande va au contraire consister à poursuivre le travail engagé par Nicolas Sarkozy et les partenaires de la France au G20 : sauver et assainir ce qui peut l’être du système financier international et redresser les comptes publics.

 

Ce cadre posé, il est tout aussi incontestable que dimanche 6 mai les Français ont majoritairement choisi l’alternance. Sans lyrisme ni enthousiasmes excessifs mais avec détermination. Une logique aurait voulu qu’en période de crise, les électeurs marquent une préférence pour l’expérience, la capacité réformatrice et la volonté affichée du président sortant. Ils ont fait un choix contraire en sanctionnant moins des choix politiques qu’une conception clivante de la vie politique sous la présidence de Nicolas Sarkozy. La campagne électorale de l’UMP, allant chasser dans les terres de l’extrême droite, n’a fait qu’accentuer la pente. Faut-il rappeler que quand François Hollande a déclaré sa candidature, les doutes sur sa capacité à l’emporter étaient la norme, à droite et à gauche, et la confiance, l’exception ? Pour qu’il soit élu, il fallait bien sûr un sérieux biais chez son principal adversaire.

 

« J’ai entendu votre volonté de changement », commentait dimanche soir François Hollande à la Bastille. Mais quels changements ? Justice et attention à la jeunesse ont été les maîtres mots de ses premières interventions. Son programme flou, hors quelques mesures phares comme l’embauche de 60 000 fonctionnaires dans l’éducation en cinq ans, laisse une large place aux interprétations. La conjoncture économique sera déterminante pour évaluer la capacité d’action de son gouvernement. Dont le principal chantier sera, à cause des engagements européens de la France, le redressement des comptes publics, la réduction des déficits.

 

Dans un tel contexte, François Hollande aura besoin de soutiens. À lui de confirmer dans les actes la volonté de rassembler qu’il proclame. Sur les questions de société, ses ambitions affichées (euthanasie, laïcité,…) ne font pas l'unanimité, loin s'en faut. Sans qu’on mesure bien où sont la pertinence et l’opportunité d’ouvrir tous ces chantiers ? N’y a-t-il pas d’autres priorités ?

 

François ERNENWEIN (« La Croix » du 7 Mai 2012)

 

 

xxxxxxxxxxxxxxxxxx

15:48 Publié dans ACTUALITÉ | Commentaires (1)

06/05/2012

6 MAI 2012 : 5ème DIMANCHE DE PÂQUES

 

LA VIGNE.jpg

 

 

 

 

 

 

Domingo V de Páscoa

I LEITURA

 

Leitura dos Actos dos Apóstolos

 

Naqueles dias, Saulo chegou a Jerusalém e procurava juntar-se aos discípulos. Mas todos o temiam, por não acreditarem que fosse discípulo. Então, Barnabé tomou--o consigo, levou-o aos Apóstolos e contou-lhes como Saulo, no caminho, tinha visto o Senhor, que lhe tinha falado, e como em Damasco tinha pregado com firmeza em nome de Jesus. A partir desse dia, Saulo ficou com eles em Jerusalém e falava com firmeza no nome do Senhor. Conversava e discutia também com os helenistas, mas estes procuravam dar-lhe a morte. Ao saberem disto, os irmãos levaram-no para Cesareia e fizeram-no seguir para Tarso. Entretanto, a Igreja gozava de paz por toda a Judeu, Galileia e Samaria, edificando-se e vivendo no temor do Senhor e ia crescendo com a assistência do Espírito Santo. Palavra do Senhor.

 

SALMO RESPONSORIAL

 

Refrão: Eu Vos louvo, Senhor, na assembleia dos justos.

 

Cumprirei a minha promessa na presença dos vossos fiéis. Os pobres hão-de- comer e serão saciados, louvarão o Senhor os que O procuram: vivam para sempre os seus corações.

 

Hão-de lembrar-se do Senhor e converter-se a Ele todos os confins da terra; e diante d’Ele virão prostrar-se todas as famílias das nações. Só a Ele hão-de adorar todos os grandes do mundo, diante d’Ele se hão-de prostrar todos os que descem ao pó da terra.

 

Para Ele viverá a minha alma, há-de servi-l’O a minha descendência. Falar-se-á do Senhor às gerações vindouras e a sua justiça será revelada ao povo que há-de- vir: «Eis o que fez o Senhor».

 

LEITURA II

 

Leitura da Primeira Epístola de São João

 

Meus filhos, não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade. Deste modo saberemos que somos da verdade e tranquilizaremos o nosso coração diante de Deus; porque, se o nosso coração nos acusar, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas. Caríssimos, se o coração não nos acusa, tenhamos confi ança diante de Deus e receberemos d’Ele tudo o que Lhe pedirmos, porque cumprimos os seus mandamentos e fazemos o que Lhe é agradável. É este o seu mandamento: acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou. Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele. E sabemos que permanece em nós pelo Espírito que nos concedeu. Palavra do Senhor.

 

EVANGELHO

 

Evangelho de Nosso Senhor jesus Cristo segundo São joão

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos». Palavra da salvação.

 

ORAÇÃO DOS FIÉIS

 

Irmãos: O Senhor disse-nos hoje no Evangelho, que, se permanecermos n’Ele e Ele permanecer em nós, nos será concedido o que pedirmos. Confi antes nesta palavra de Jesus, apresentemos a Deus Pai as nossas súplicas, dizendo cheios de esperança:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1. Por todos os fiéis da santa Igreja, para que permaneçam unidos a Jesus e dêem frutos para glória de Deus Pai, oremos, irmãos.

 

2. Por aqueles que proclamam o Evangelho e procuram levá-lo a toda a parte, para que cresça o número dos que os escutam, oremos, irmãos.

 

3. Pelos pais cristãos e pelos seus filhos, para que creiam em Jesus e no que Ele disse e se amem uns aos outros em verdade, oremos, irmãos.

 

4. Pelas comunidades das irmãs contemplativas, para que louvem sem cessar o nosso Deus e sejam ouvidas em tudo aquilo que Lhe pedem, oremos, irmãos.

 

5. Por todos nós aqui reunidos em assembleia, para que a Ceia do Senhor que celebramos nos recorde que sem Ele nada podemos fazer, oremos, irmãos.

 

OREMOS. Senhor nosso Deus, que conheceis a vinha que nós somos e cuidais dela como um bom agricultor, fazei-nos permanecer em Jesus Cristo e produzir muito fruto para glória do vosso santo nome. Por Nosso Senhor.

 

 

 

jkjkjkjk

 

HOMÉLIE EN FRANÇAIS

 

 

5ème dimanche de Pâques

 

 

L’évangile de dimanche dernier nous parlait du bon Berger. Aujourd’hui, le Christ utilise l’image de la vigne. Dans le texte de ce jour, il ne s’agit pas d’un vignoble mais d’un seul plant. Dans les pays orientaux, certains ceps pouvaient être gros comme des arbres, si bien qu’on pouvait aller se reposer dessous. C’est cette image que Jésus utilise pour nous parler de lui et de nous. Il y a dans cet évangile un message de la plus haute importance qui nous concerne tous.

 

La véritable vigne c’est Jésus. Son Père est le vigneron. Les disciples sont des sarments. Ces derniers ne pourront porter du fruit que s’ils demeurent rattachés au cep. C’est pour nous que Jésus ajoute : « Ce qui glorifie mon Père c’est que vous portiez du fruit en abondance. » Ces fruits que Dieu attend de nous c’est d’abord notre amour de tous les jours pour tous ceux et celles qui nous entourent. C’est une attention toute particulière aux petits, aux pauvres, aux exclus qui sont de plus en plus nombreux en cette période de crise. Nous ne devons jamais oublier qu’ils ont la première place dans le cœur de Dieu. Si nous les rejetons, nous nous coupons de Jésus lui-même.

 

Nous chrétiens, nous sommes associés au Christ par la foi et par le baptême. Nous sommes envoyés par lui pour annoncer la bonne nouvelle aux pauvres, pour être les témoins et les messagers de son amour auprès de tous ceux qui nous entourent. Cette mission ne pourra porter du fruit que si nous sommes reliés au Christ comme le sarment est relié au cep. « Demeurez en moi comme moi je demeure en vous », nous dit Jésus. Demeurer cela signifie habiter quelque part et y rester. Nous chrétiens, nous sommes des hommes et des femmes demeurent dans le Christ et qui l’accueillent dans leur vie. En étant reliés à lui comme le sarment au cep de vigne, nous recevons la sève qui nous fait vivre, celle de son amour. Cet amour, nous le recevons de Dieu pour le transmettre aux autres tout au long de la semaine.

 

L’évangile nous dit que pour produire du fruit, la vigne a besoin d’être taillée. A la bonne saison, le vigneron sacrifie un certain nombre de pousses latérales pour améliorer la récolte. Il accepte de perdre pour gagner. Ces images empruntées à l’art du vigneron nous rappellent plusieurs paroles de Jésus que nous retrouvons tout au long des évangiles.

 

En effet, de nombreux textes nous parlent de renoncement, de rupture. Quand Jésus appelle des disciples, ces derniers doivent tout laisser derrière eux. Au jeune homme riche qui lui demande ce qu’il doit faire pour avoir en héritage la Vie éternelle, Jésus répond : « Va, vends tout ce que tu as, donne-le aux pauvres et tu auras un trésor au ciel ; puis viens et suis-moi. » (Marc 10) Un autre jour, il recommande à ses disciples de prendre la dernière place pour être premiers. A plusieurs reprises, il les met en garde contre le danger des richesses. Nous convertir à Jésus Christ c’est nous libérer de toutes ces chaînes qui nous empêchent d’aller à lui. L’évangile est une rude école d’émondage, il nous invite à pratiquer des coupes sombres dans nos vies, à nous libérer de notre orgueil et de notre égoïsme, à nous désencombrer du superflu qui nous paralyse.

 

Si nous acceptons tous ces renoncements, c’est en vue d’un bien supérieur. Ce qui est premier dans l’image de la vigne c’est que la sève puisse circuler. C’est elle qui alimente les sarments porteurs de raisins. Elle irrigue tout l’organisme de la vigne. Les sarments coupés n’ont plus de sève. Ils dépérissent et on les brûle. Pour l’évangile, la sève c’est le lien vital qui relie les disciples au Maître. C’est cela qui nous permet de demeurer en Jésus et de porter du fruit. Ceux qui se coupent de lui vont à la dérive. Ceux qui restent reliés à lui bénéficient du ressourcement permanent assuré par la sève. Nous porterons du fruit en écoutant Dieu, en ayant foi en Jésus, en observant les commandements, en étant serviteurs, en priant, en accueillant l’Esprit Saint.

 

Pour cette mission, nous ne sommes pas seuls ; nous sommes enracinés dans une communauté qui s’appelle l’Église. Rappelons-nous ce qui s’est passé pour l’apôtre Paul : Il a été un grand prédicateur de l’évangile. Mais tout cela n’a été possible que parce qu’il était en communion avec le groupe des apôtres et envoyé par eux. C’est parce qu’il était en communion avec le Christ et avec la communauté des chrétiens que sa mission a pu porter du fruit. Ce qui fait la valeur d’une vie, ce n’est pas les belles paroles mais l’amour mutuel, les gestes de partage, d’accueil et de solidarité.

 

Chaque dimanche, nous nous rassemblons en Eglise pour nous nourrir de la Parole de Dieu et de l’Eucharistie. Le Christ est là présent : Il rejoint les communautés réunies en son nom. La prière que nous lui adressons nous invite à nous tenir debout devant lui. C’est auprès de lui que nous puisons la force de prendre part à la lutte contre le mal et le malheur des hommes. Dieu accueille notre prière et il nous envoie l’Esprit Saint en vue de cette mission. Demandons-lui qu’il nous garde reliés à lui pour que notre mission porte les fruits qu’il attend de nous.

 

D’après diverses sources

 

Abbé Jean Compazieu (http://dimancheprochain.org/)

 

 

ppppppppppppppp

 

10:00 Publié dans RELIGION | Commentaires (1)

05/05/2012

5 MAI 2012 : C'EST DEMAIN !!!

 

Capture d’écran 2012-05-05 à 11.33.38.png

Fin de parcours

Par Bruno FRAPPAT (« La Croix » du 5 mai 2012)

 

Élection

 

Et il n’en resta qu’un. D’une seule couleur. Le meilleur,de l’avis de ceux qui avaient voté pour lui. Le pire, aux yeux de la forte minorité qui avait voté pour l’autre. De toute façon, un mauvais, selon ceux qui s’étaient ralliés au panache « blanc » de Jeanne d’Arc… Au soir du second tour, on avait vu des mines s’allonger à vingt heures sur nos larges écrans, des visages pâlir d’effroi à l’idée que des ambitions étaient aplaties, des carrières entravées, des intérêts menacés. On vacillait sur ses bases, face à la certitude que des places échapperaient, soit à ceux qui les occupaient soit à ceux qui les avaient guignées.

Les jeux étaient faits, il ne serait plus question de sondages sur les « intentions de vote », pour quelques semaines. Le trac national avait sa réponse, comme d’habitude : cruelle pour près de la moitié de la France, joyeuse pour un peu plus de la moitié. Nette victoire ou à un chouia près ? Peu importait, désormais : il y avait un élu.

Probablement il ferait comme tous les élus précédents. Il aurait la victoire généreuse, noble, et dirait aux Français qu’il serait leur président à tous. Le battu s’essayerait à la même dignité, en faisant vite savoir qu’il avait adressé un message de félicitations à celui qui l’avait terrassé. Le combat qui nous avait tous obsédés depuis des mois, au point d’oublier que, par ailleurs, la planète continuait de tourner (mal, en dépit du bon sens), avait trouvé sa conclusion. Nous en sortirions tous un peu hébétés. Comme, au terme d’un banquet trop arrosé, trop copieux, on se retrouve la tête lourde, l’estomac encombré, l’esprit enfumé, la conscience ramollie et la gorge sèche d’avoir trop parlé. Trop hurlé, même.

 

Épreuve

 

Car pour une épreuve, ce fut une épreuve. Un marathon national se terminant en sprint. L’approche de la ligne d’arrivée avait déchaîné les passions, survolté les machines à fabriquer du mensonge. La fourniture des arguments biaisés avait fonctionné à plein rendement. De meetings simplificateurs en débats fourbes, de rassemblements en cortèges, chacun s’était échiné à dresser une partie des Français contre l’autre. Riches contre pauvres. Vrais travailleurs contre « assistés ». Français de fondation contre Français de fraîche date. Droite augmentée de ses extrêmes contre gauche épaulée par ses marges. Il y avait eu des coups bas de dernière minute. Des documents explosifs de derrière les fagots exhumés par des investigateurs aux « mains blanches » rêvant d’abattre la corruption d’hier, d’aujourd’hui et de demain. Ils faisaient parler Kadhafi, ce qui était plus facile post mortem. Il y avait eu des plaintes. On avait reparlé de Dominique Strauss-Kahn resurgi à l’occasion d’un repas d’anniversaire, rue Saint- Denis (!), à Paris, relevant plus du règlement de comptes interne que de la festivité amicale. Cela tournait à la farce sinistre, voire à la gaudriole. Il était largement temps que cela s’arrête. Sinon, on allait nous présenter Sarkozy comme la réincarnation de Hitler et Hollande comme celle de Staline.

La France en crise sortait de cette compétition hagarde, exténuée, comme ayant perdu le sens de toute mesure. Le pays de Descartes était devenu l’empire de la déraison. La patrie des droits de l’homme devenait celle des haines suspectes. On ne se souvenait pas, aussi loin que l’on remontât dans le passé de cette république, d’une séquence électorale marquée à ce point par l’injure, l’affabulation, le dénigrement hautain, le simplisme destructeur, les chiffres faux, les promesses intenables, les manoeuvres minables. Au sortir de cette mêlée on se demandait avec anxiété si cela allait recommencer pour les législatives et s’achever par des bagarres de rue…

 

Déception

 

Viendrait assez vite le temps des déçus. À commencer par les déçus du résultat, dont le champion aurait été défait.

Comment les consoler ? En abandonnant le terrain du simplisme, précisément. En leur faisant valoir qu’il était peu probable, selon les scénarios, soit que la France de Sarkozy renouvelé devienne un pays fasciste, une autocratie innommable, soit que la France de Hollande s’inspire du régime de Pol Pot. Il faudrait, dès le lundi 7 mai, que l’ensemble des Français se fasse à l’idée que le ciel ne leur était pas tombé sur la tête. Qu’aucun tsunami électoral n’avait balayé les fondements de la nation, détruit les acquis de la République, englouti les libertés fondamentales.

Qu’il n’y aurait pas, à chaque carrefour, des milices bleues traquant les opposants ou des commissaires politiques chassant les réactionnaires. Que tous les fantasmes répandus depuis des semaines dans diverses officines troubles et troublantes avaient suscité des histoires insanes, à peine dignes d’un méchant et ridicule feuilleton télévisuel. Que la France du 7 mai se réveillerait à peu près dans l’état où elle se trouvait le 5 mai. À savoir un pays taraudé certes par diverses crises, mais pas menacé de s’effondrer d’un coup d’un seul. D’un pays qui se ressemblerait pour longtemps. Avec ses divisions, ses humeurs, ses colères rentrées mais aussi avec son charme maintenu, sa capacité d’affronter tout événement imprévisible, sa joie de vivre, en somme.

Car on allait, pour un peu, oublier la joie. Mardi, le 1er mai, il y eut dans Paris trois rassemblements ou cortèges. Ils avaient au moins un point commun : ils étaient joyeux. Les sarkozystes du Trocadéro, dont beaucoup montés de province, admiraient Paris dans son plus beau panorama, extasiés. Ils croyaient à la victoire. Les « marinistes » du Front national étaient encore tout à la joie de leur score du premier tour, une sorte de victoire. Les participants au gigantesque défilé syndical de l’après-midi étaient dans la liesse, plus nombreux que jamais, rendant presque grâce au candidat-président d’avoir, par sa provocation, permis à la tradition plan-plan du défilé syndical habituel de se muer en victoire du pavé.

Dans un moment de rêverie, on se prit à penser que ces trois foules auraient pu converger, se former en cortèges pacifiques et se retrouver, par exemple à la Nation, pour fraterniser, se féliciter réciproquement de vivre en France, un pays où la guerre civile se limite aux vociférations et au langage. Mais non, chaque foule avait sa propre idée et sa certitude de représenter, à elle seule, la France. Il appartiendra au président de faire en sorte que ces trois masses, faute de se réunir sur le terrain des foules, éprouvent ensemble dans leur coeur qu’elles ne font qu’un pays, une seule nation.

Si l’on ne rêve pas un peu un soir d’élection, quand rêvera-t-on ?

Br. F.

 

****************************************************************************************************************************

11:45 Publié dans ACTUALITÉ | Commentaires (1)

04/05/2012

4 MAI 2012 : C'EST APRÈS-DEMAIN

AFFICHES DE CAMPAGNE.jpg

 

 

ENJEUX (Éditorial de D.Quinio,

« La Croix » du 4 mai)

 

 

Dimanche, les électeurs décideront de l’orientation qui sera donnée à la France pour les cinq ans à venir : orientation politique, économique et sociale, mais aussi choix de société. Pour éclairer leur vote, ces électeurs s’appuient sur leurs convictions, sur les programmes des candidats, sur les débats qu’ils auront entendus, sur ce qu’ils perçoivent des tempéraments de l’un ou de l’autre, sur ce que les médias ont pu leur apporter comme informations… Insuffisant, pas assez précis, trop technique ou trop flou, trop virulent, déconnecté des réalités : les critiques n’ont pas manqué sur le contenu de la campagne électorale.

Pourtant, mises bout à bout, les heures consacrées à cette élection (même si on y soustrait les longues et absurdes invectives et polémiques successives) auront permis de mesurer les enjeux du scrutin. Le résultat, quel qu’il soit, laissera beaucoup de Français déçus, qui n’auront pas opté pour le vainqueur, ou qui se seront abstenus, auront voté blanc. Dans l’euphorie de la victoire, il ne faudra pas les oublier. Leurs votes, aussi, avaient de la valeur, leurs espérances dépassaient leur seul intérêt, leurs attentes exprimaient une certaine idée de leur pays. Le vainqueur voudra donner des gages à ses partisans et à ses « alliés ». Pourtant, le futur président devra répondre à tous les Français – et pas seulement dans une formule de style au détour d’un discours de victoire. Il aura à élargir son horizon, à écouter au-delà de son camp, à composer, à résister.

Les électeurs catholiques, on le sait, ne voteront pas tous pour le même candidat. Les uns, dans l’espoir de plus de justice sociale, d’un regard moins stigmatisant sur les immigrés, d’une manière différente de gouverner, choisiront François Hollande. D’autres, attentifs aux valeurs familiales, opposés à une légalisation de l’euthanasie, inquiets d’un discours idéologique sur la laïcité et l’enseignement privé, donneront leur voix à Nicolas Sarkozy.

D’autres, encore, choisiront de ne pas choisir. Les deux candidats se targuent de rassembler les Français ; ils devront en faire la preuve, car bien des épisodes de cette campagne, de part et d’autre, ne furent qu’arguments de divisions et de fractures : entre riches et pauvres, Français et immigrés, laïques et religieux, travailleurs et syndicats, modernes et réactionnaires… Attisera-t-il les tensions, celui qui recevra la lourde tâche de diriger le pays, ou les apaisera-t-il ?

Permettra-t-il la construction d’une société respectueuse de la vie et de la dignité des personnes, notamment des plus faibles ? Sur ces capacités-là, il sera jugé. Et La Croix, qui a tenu à proposer à ses lecteurs un traitement aussi pédagogique et équilibré que possible de l’élection présidentielle, s’engagera – comme elle le fait en toutes circonstances – pour défendre, si elles étaient menacées, les valeurs fondamentales auxquelles notre journal est profondément attaché.

 

 

<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

15:36 Publié dans ACTUALITÉ | Commentaires (0)

03/05/2012

3 MAI 2012 : DANS 4 JOURS, LES ÉLECTIONS

ÉLECTION 2012

Capture d’écran 2012-05-03 à 11.48.42.png

 

 

Voter, pour quelle société ?

 

Les catholiques votent comme tout le monde, en conscience. L'Église rappelle néanmoins quelques points d'attention importants.

 

 

« C’est le Seigneur qui au commencement a fait l’homme et il l’a laissé à son conseil » (Ecclésiaste 15,14).

 

Cette Parole de l’Écriture souligne deux caractéristiques de l’homme : il n’est pas l’auteur de sa vie, c'est Dieu qui l'est ; cependant Dieu lui a donné la sagesse pour conduire sa vie librement, selon sa conscience, en vue de la fin pour laquelle il a été créé. Face aux options politiques, le chrétien est, comme tout homme, libre de ses choix. Il prend ses décisions au conseil de sa conscience qu’il soumet aux exigences de la Parole de Dieu ainsi qu’à la Doctrine sociale de l’Église. Or la fin que poursuit l’Église, rappelle Benoît XVI, est « de promouvoir le développement intégral de l’homme ».

 

Pour être fidèle à sa vocation le chrétien se doit de participer à la "politique" sous ses multiples formes en vue du bien commun. C’est pourquoi, respectueuse de son autonomie et soucieuse d’aider l’homme à se réaliser en plénitude, l’Eglise ne lui donne pas de consigne de vote mais souhaite éclairer sa conscience, comme le font les évêques de France (cf. Mgr Vingt-Trois, Quelle Société voulons-nous ?, éd. Pocket, 2012, p. 148-153) à la suite de la déclaration de la Congrégation pour la Doctrine de la Foi, en rappelant quelques points de discernement majeurs et inséparables :

 

- respect de la vie et de la personne, de sa naissance à son terme

- respect du mariage et promotion de la famille

- Intégration de la jeunesse à la société par l’éducation et l’emploi

- refus d’une politique purement répressive des banlieues

- promotion de modes de vie et de techniques respectueuses de l’environnement

- une plus grande justice dans la répartition des salaires et de la richesse

- un accueil régulé de l’immigrant, respectueux de ses droits et lui offrant une vraie possibilité d’intégration

- un projet européen indispensable pour la paix, la solidarité et la subsidiarité.

 

L’ Église rappelle que ces éléments sont indissociables. Mais à l’évidence, on ne les trouvera pas dans leur intégralité dans les programmes des deux candidats. Certains sont privilégiés tandis que d’autres sont omis ou négligés.

De plus, il ne suffit pas d’affirmer des principes tels que le respect de la vie, l’éducation pour tous, le respect de l’immigré… ; encore faut-il que les moyens et la volonté politique les accompagnent. Que signifieraient, par exemple, une politique de la famille sans politique du logement, une politique de l’immigration sans un projet d’intégration, etc. ? C’est ceci qu’il convient de peser en même temps que cela. On ne peut pas « isoler un de ses éléments au détriment de la totalité de la doctrine catholique » (note sur l’engagement et le comportement des catholiques dans la vie politique, Card. Ratzinger, 24 novembre 2002, § 4).

 

A l’évidence, le programme de nos deux candidats ne correspond pas à la fois à l’intégralité de cette doctrine ainsi qu’à sa réalisation. Le chrétien serait-il alors condamné à voter « blanc » ? Non ! comme le rappelle le Cardinal Vingt-Trois, « il n’y a jamais de coïncidence complète entre la foi chrétienne et un système social et politique ». Le chrétien devra donc discerner et voter en conscience pour le candidat qui selon lui respectera le mieux ou le moins mal l’ensemble de ces principes et ses conditions de réalisation. Là ne s’arrêtera pas sa responsabilité en politique ; il devra agir par la suite, selon ses moyens, pour que soient pris en compte les autres points jugés essentiels qui seront peu ou mal considérés par l’Élu et sa majorité.

 

Olivier de Fontmagne jésuite, Président de la « Politique, bonne nouvelle »

(Source : croire.com)

 

pppppppppppppppppp

11:51 Publié dans ACTUALITÉ | Commentaires (0)

 
Accueil Blog50 | Créez gratuitement votre blog | Avec notretemps.com | Toute l'info retraite | Internet facile | Vos droits | Votre argent | Loisirs | Famille Maison | Cuisine | Jeux | Services | Boutique