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23/05/2012

23 MAI 2012 : "LE LOUP, LA CHÈVRE ET LE CHEVREAU" (La Fontaine)

 

Le Loup, la Chèvre et le Chevreau

Livre IV - Fable 15


 

Le loup la chèvre et le chevreau.jpg

LE LOUP, LA CHÈVRE ET LE CHEVREAU (Aractingy)


 

La fable d’aujourd’hui ainsi que la suivante parlent du loup. Dans les deux textes, l’animal va sa faire piéger. Pourtant, il ne s’agit pas d’une fable double mais bien de deux histoires totalement différentes sur le même thème. Nous parlerons plutôt de fables jumelles. « Le Loup, la Chèvre et les Chevreaux » est inspirée par « Le Loup et les Chevreaux » d’Esope mais aussi par un auteur anonyme.

La Fontaine a pu lire les deux versions chez Névelet. Cette fable donnera naissance au conte populaire de « La Chèvre et les sept Biquets » (ou « Le Loup et les sept Biquets »).

La bique allant remplir sa traînante mamelle,

Et paître l'herbe nouvelle,

Ferma sa porte au loquet,

Non sans dire à son biquet:

«Gardez-vous, sur votre vie,

D'ouvrir que l'on ne vous die,)

Pour enseigne et mot du guet:

«Foin du loup et de sa race!"»

C omme elle disait ces mots,

Le loup de fortune passe;

Il les recueille à propos,

Et les garde en sa mémoire.

La bique, comme on peut croire,

N'avait pas vu le glouton.

Dès qu'il la voit partie, il contrefait son ton,

Et d'une voix papelarde

Il demande qu'on ouvre en disant: « Foin du loup!»

Et croyant entrer tout d'un coup.

Le biquet soupçonneux par la fente regarde:

«Montrez-moi patte blanche, ou je n'ouvrirai point,»

S'écria-t-il d'abord. (Patte blanche est un point

C hez les loups, comme on sait, rarement en usage.)

C elui-ci, fort surpris d'entendre ce langage,

C omme il était venu s'en retourna chez soi.

Où serait le biquet s'il eût ajouté foi

Au mot du guet que de fortune

Notre loup avait entendu?

Deux sûretés valent mieux qu'une,

Et le trop en cela ne fut jamais perdu

 

La bique: Se dit, spécialement en Champagne, d’une chèvre

qui a mis bas.

Die: Dise.

Enseigne: Marque de reconnaissance.

Mot du guet: Mot de passe.

Foin: Interjection de rejet méprisant. Rimbaud emploiera cette expression dans son poème « On n’est pas sérieux quand on a dix-sept ans » que je cite de mémoire « Un beau soir, foin des bocks et de la limonade, [...] ».

De fortune: Par hasard.

D'une voix papelarde: D’une voix hypocrite comme celle d’un faux dévot.

Patte blanche: Le détail, qui fera fortune, est de La Fontaine.

Sûretés: Précautions.

 

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15:47 Publié dans FABLES | Commentaires (0)

22/05/2012

22 MAI 2012 : ACTIVITÉ CHEZ LES PERSONNES ÂGÉES

 

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L’activité physique est salutaire

pour les personnes âgées

 

 

Faire les courses à pied, effectuer une promenade une fois par jour, descendre et monter les escaliers, faire du vélo… Aussi simpliste que cela puisse paraître, ces exercices physiques suffisent à entretenir les muscles des membres et le muscle cardiaque, organes majeurs pour un organisme qui a déjà quelques décennies derrière lui.

Correspondant à 40 % du poids d’une personne, la masse musculaire est le principal acteur à la fois de la dépense énergétique ordinaire (c’est-à-dire hors gros effort physique) et de la consommation en sucres et en lipides. Or, à partir de l’âge de 45 ans, elle diminue de 6 % chaque année, aussi bien chez les hommes que les femmes, et encore plus chez les diabétiques et les obèses. Une diminution qui ne touche pas tous les muscles également, les bras restant plus longtemps musclés que les jambes par exemple du fait des gestes de la vie quotidienne.

Afin de mieux comprendre les causes et les modalités de cette fonte musculaire avec l’âge, Martine Duclos, chef du service de médecine du sport au CHU de Clermont-Ferrand, étudie l’influence de l’activité physique sur la masse musculaire. Cette étude est encore en cours, mais il apparaît déjà qu’une activité physique quotidienne comme la marche favorise la reprise de masse musculaire. « L’activité physique est donc souhaitable, mais pour qu’elle soit efficace, il faut que, parallèlement, la personne évite le plus possible la sédentarité en restant assise le reste de la journée », explique le médecin. En outre, la pratique d’exercices physiques présente l’avantage de stimuler les capacités cognitives, notamment l’aptitude à intégrer plusieurs informations en même temps. « Quand

on marche, on fait certes travailler ses muscles, mais aussi ses yeux, son audition et donc son cerveau », insiste Martine Duclos. Un sport comme le golf, activité très technique, est aussi bénéfique.

Dans un registre voisin, Patricia Dargent-Molina, directrice de recherche dans une unité étudiant la santé des femmes (Inserm, Paris), suit depuis deux ans 700 femmes âgées de plus de 75 ans et vivant à leur domicile afin d’évaluer l’effet de la pratique d’activités physiques pour conforter leur équilibre et prévenir les chutes graves. Ces activités consistent en des ateliers (deux fois par semaine, pendant au moins six mois) encadrés par des spécialistes, et des exercices à faire à la maison, organisés par l’association Siel Bleu (Sport initiative et loisir bleu) (1). Les participantes doivent être revues cette année, mais les premiers résultats montrent une amélioration significative des capacités physiques et une moindre augmentation de la peur de tomber chez les femmes ayant suivi les ateliers.

DENIS SERGENT

(1) www.sielbleu.org

 

Source : « La Croix » 22/05/2012

 

 

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15:26 Publié dans SANTÉ | Commentaires (0)

21/05/2012

21 MAI 2012 : RETOUR SUR LE 1er MAI

 

 

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Manuel CARVALHO da SILVA

 

Presidente do Conselho Pontifício

para a Família antecipa

Encontro Mundial

 

Agência ECCLESIA (AE) — Com a crise laboral que se vive ainda faz sentido comemorar o dia do trabalhador?

 

Manuel Carvalho da Silva (MCS) — Sempre fez sentido e, agora, ainda faz mais. O trabalho, enquanto atividade humana, é o elemento fundamental de integração e inclusão na sociedade, mas é também pelo trabalho que a afirmação do ser humano no seu pleno se obtém. A articulação entre o trabalho como direito universal e os valores da dignidade e responsabilidade humana numa sociedade que se quer cada vez mais universalista e respeitadora da multilateralidade e multiculturalidade entre os povos tem o trabalho como referência central.

 

O 1º de maio tem uma história e foi muito importante que tenha sido instituído como dia de referência do contributo coletivo e da luta coletiva dos trabalhadores para a caminhada da conquista de um conjunto enorme de direitos sociais.

 

AE — Direitos que estão a desaparecer?

 

MCS — Exato. Se olharmos para os bloqueios que a sociedade se encontra — aquilo a que comummente se chama crise, que não está despida de conteúdo de político, mas é um conceito, profundamente, ideológico — e tentar romper esses bloqueios e encontrar caminhos de saída, o trabalho está no centro. O trabalho está no centro para o combate à pobreza — que é primordial -, no combate às desigualdades e em tudo o que se possa discutir sobre o Estado social e no garante dos direitos sociais fundamentais.

 

AE — Em 2012, o trabalho ainda tem essa centralidade?

 

MCS — Está mais do que esteve. Sempre que há uma situação de crise, a emergência do lugar e do valor do trabalho como questão central é primordial para se partir na busca de soluções.

 

AE — A gravidez e o parto dessas soluções estão difíceis… A crise já vigora há alguns anos.

 

MCS — Corremos o risco, em relação ao espaço em que vivemos (Portugal e União Europeia), de a situação se continuar a agravar. O problema não está apenas no aparecimento de soluções, mas no agravamento diário das condições.

 

AE — Com este cenário, faria mais sentido celebrar o dia do desempregado e não o dia do trabalhador?

 

MCS — É preciso celebrar o dia do trabalhador para relevar a violência do desemprego.

 

AE — Nunca se comemorou o 1º de maio com uma taxa de desemprego tão alta?

 

MCS — Em democracia não porque, em ditadura, já. Se há coisa que marcou a sociedade portuguesa durante o século XX é que existia muita ocupação, mas a sua retribuição dava para a subsistência e, muitas vezes, sem dignidade. Não havia o conceito de emprego que temos hoje. O salário foi ganhando conteúdo. A retribuição do trabalho não foi sempre feita pelo conceito de salário que, hoje, temos.

 

A Europa que hoje existe — apesar dos bloqueios grandes — é o espaço geográfico onde os direitos do trabalho ainda estão — em termos comparados — com avanço em relação a outras zonas do mundo e onde há uma relação mais forte entre os direitos do trabalho e os direitos sociais e políticos. No entanto, não teríamos este avanço se não houvesse a luta dos trabalhadores organizada.

 

AE — Foi nos seus tempos de jovem, quando militante da Juventude Operária Católica (JOC), que ganhou essa consciência política, laboral e cívica?

 

MCS - Os primeiros sinais são daí… Recentemente, encontrei um padre mais velho do que eu, em Braga, que já não via há muitos anos, e estivemos a trocar impressões sobre esses tempos da JOC. Os primeiros despertares da observação do trabalho e do seu valor — no ponto de vista do enquadramento conceptual e a sua ligação à dignidade humana — vêm dessa fase.

 

Não posso esquecer também a observação direta. Como era filho de pequenos agricultores, existia a perceção de quem estava sujeito à exploração ou não. Isso foi uma das coisas que os meus pais me incutiram.

 

AE — Outros tempos…

 

MCS - Quando recordo aqueles tempos, verifico que, atualmente e apesar dos bloqueios, fizemos um progresso extraordinário. Neste tempo, a capacidade de produção e distribuição de riqueza é incomparavelmente melhor do que era há umas décadas atrás. Nada justifica que se esteja - em nome da falta de dinheiro e da falta de riqueza - a eliminar direitos das pessoas e a provocar empobrecimento e sofrimento. Há produção de riqueza e dinheiro a circular…

 

AE — Mas essa riqueza está, apenas, na posse de alguns…

 

MCS — Esse é que é o problema, mas é possível continuar o progresso, embora tenhamos de alterar muita coisa no estilo de vida das pessoas. Quando olhamos para a crise, esta não é meramente financeira. Ela é económica porque a secundarização do trabalho na economia levou à desresponsabilização das pessoas a partir do trabalho. A crise é profundamente social… Não se justifica esta pobreza e desigualdades. A crise é política porque temos uma governação não credenciada, visto que os programas que nos impõem não foram sufragados. A crise é de relacionamento das instituições, de valores, de ruturas e disfunções entre gerações, energética e ambiental.

 

AE — Então é fundamental reagir?

 

MCS — Reagir, protestar e dizer: Se há riqueza reparta-se melhor. Hoje, há condições de produzir alimentação no mundo que satisfaça todos os seres humanos.

 

AE — Mas a fome existe…

 

MCS — Não faz sentido haver fome, tal como não faz sentido a irracionalidade do uso de uma série de matérias-primas.

 

AE — Perante um cenário tão negro é urgente alterar o estilo de vida?

 

MCS — Plenamente de acordo. A Europa não terá nas próximas décadas o acesso que teve às matérias-primas nas décadas do seu grande impulso de desenvolvimento. Teremos de valorizar o trabalho social muito mais do que foi valorizado. Isto, se queremos caminhar positivamente. Vamos ter de encarar a gestão da economia distanciando-nos da ideia de todos competirem contra todos numa espiral de loucura. Pode não haver crescimento económico e haver condições de viver melhor.

 

AE — Como se consegue dar a esse ideário uma componente prática?

 

MCS — Não é possível encarar os problemas nacionais sem olhar, simultaneamente, para os problemas europeus e globais. O que não se pode é ficar à espera deles e, muito menos, esperar que os outros nos façam a governação que nos interessa. Cada um de nós tem de tratar do seu projeto. Há dimensões da crise que obrigam a novas formas de agir. Os caminhos alternativos não são complexos. São difíceis de construir, mas são feitos de conteúdos muito simples. As respostas à atual situação passam mesmo por opções muito simples como o dar prioridade ao combate à pobreza…

 

AE — Todos os programas eleitorais colocam essa prioridade em destaque.

 

MCS — Mas depois fazem o contrário. É fundamental ter presente que cada medida que empobrece a sociedade amputa liberdade às pessoas. A pobreza elimina liberdade e destrói a democracia.

 

É necessário identificar a verdade para sabermos agir e para onde caminhar. Esta inevitabilidade conduz aos medos e à resignação. As pessoas necessitam consciencializarem-se dos seus medos e da limitação que os medos lhe provocam. Depois, têm de romper essa limitação.

 

Não se sai da crise através de uma varinha de condão. É preciso criar nas pessoas uma carga forte de responsabilização. Os processos que vivemos nas últimas décadas desresponsabilizaram. Ainda neste contexto, é urgente uma governação com ética e com responsabilização. Não se sai dos buracos atuais, enquanto o povo não reconhecer numa governação (não é apenas o governo) que tenha ética, rigor e transparência.

 

AE — Como contestar o atual modelo de governação?

 

MCS — Em primeiro lugar, a cidadania. Estamos muito distanciados… Precisamos de seres humanos interventivos porque discutir e pensar dá imenso trabalho. Estamos num tempo de apelo forte ao pensamento e à ação. É mesmo preciso pensar…

 

AE — Mas primeiro é fundamental cumprir o memorando da Troika?

 

MCS — Na governação atual apresentam-nos o memorando ou a governação da Troika como uma inevitabilidade que afinal não é tão inevitável quanto isso. Veja-se o que o FMI tem dito nas últimas semanas: «Estes programas de austeridade não têm saída e que a austeridade generalizada que eles andaram a vender como caminho não é a saída porque são necessários programas de crescimento».

 

Temos falta de uma estrutura financeira que se volte para o apoio à economia. A banca que temos, neste momento não dá atenção nenhuma ao setor produtivo. Para se sair da crise e resolver o problema do emprego é fundamental apoiar e dinamizar as pequenas empresas. As multinacionais e os grandes grupos que dominam o mundo não estão voltadas para responder ao problema real do desemprego e da criação de atividades económicas úteis.

 

Não se pode pegar no memorando da Troika e dizer que isto é de interesse nacional porque é uma falácia total e uma mentira do tamanho do país.

 

AE — Quem está a falar é o académico que fez uma tese de doutoramento sobre «Trabalho e Sindicalismo em tempo de globalização» ou o sindicalista Manuel Carvalho da Silva?

 

MCS — É um cidadão que aprendeu na vida, no sindicalismo e na academia.

 

AE — As marcas católicas dos seus tempos juvenis ainda se mantêm?

 

MCS — Essas mantêm-se. A nossa formação de infância e juventude tende com o caminhar da vida a reafirmar-se com alguma força.

 

AE — Há meia dúzia de anos, disse que era católico, mas não praticante. Já passou para a classe dos praticantes?

 

MCS — (Risos)… Está a confessar-me… Eu tenho as minhas práticas. Gestos e atitudes que todos os dias tomo e que estão relacionadas com a minha formação católica, mas que não se metem nos parâmetros formais com que, normalmente, é feita a leitura do que é ser praticante. O praticante é mesmo a vida vivida. Tenho estado em várias iniciativas promovidas por organismos da Igreja Católica.

 

AE — O contacto com o mundo do trabalho deu-lhe uma visão abrangente a realidade portuguesa?

 

MCS — Sou um privilegiado. Tive a sorte de fazer um percurso de vida no mundo do trabalho. Partilhando e vivendo problemas que me permitem ter grelhas de leitura.

 

AE — Como está o projeto do observatório sobre a crise e alternativas?

 

MCS — É um caminho que se está a iniciar e um projeto criado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, mas com a colaboração da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Através deste observatório tentaremos dar contributos ao nível da gestação de alternativas. Queremos produzir relatórios e observações regulares.

 

Source : Agencia Ecclesia

 

 

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10:22 Publié dans Société | Commentaires (0)

20/05/2012

20 MAI 2012 : 7ème DIMANCHE DE PÂQUES

 

FATIMA depuis les Valinhos.png

FATIMA, le Snctuaire vu depuis les Valinhos

 

 

7ème DIMANCHE DE PÂQUES (B)

 

En ce dimanche entre l’Ascension et la Pentecôte, nous lisons des extraits de la grande prière de Jésus, dite sacerdotale, bien à sa place en ce temps de prière plus intense.

 

Ne nous imaginons pas l’un des apôtres sténographiant les paroles de Jésus dans un coin du cénacle; ils étaient trop saisis par l’événement pour y penser. Quand Jean écrit, quelques soixante ans plus tard, il ne se rappelle évidemment plus le mot à mot, mais les « idées-forces » il ne les a pas oubliées. Surtout il les re-médite en fonction des problèmes de sa communauté, il transpose, il interprète. C’est bien ce qu’il nous faut faire nous-mêmes, si nous voulons tirer profit du texte sacré.

 

La page est introduite par un mot clé : Père saint. Toi le Saint, toi qui es le tout autre, toi qui ne connais pas de compromission avec le Mal, fais que mes disciples soient saints de cette façon-là; qu’ils soient « différents », qu’ils ne vivent pas comme tout le monde. Père, garde-les dans la fidélité. On devine déjà un des problèmes qui menace le groupe : l’usure, le relâchement après l’enthousiasme des débuts, et que nous connaissons bien. Garde-les dans la fidélité à ton nom, à toi, dans la fidélité à la foi entière.

 

Pour qu’ils soient un, comme nous-mêmes sommes un. Autre inquiétude de Jésus pour sa communauté : la désunion, les scissions. Jésus prie pour que notre communauté vive l’unité de Dieu-même !

 

« Quand j’étais avec eux, pendant les trois années de vie commune extraordinaire, je les gardais, je les protégeais, ils ne risquaient rien, j’ai veillé sur eux. Maintenant que je les quitte, que je viens à toi, le danger de les voir lâcher est grand. Et je parle, je prie ainsi pour qu’ils aient en eux ma joie ». C’est la joie de son union au Père, sans réticence et sans ombre. Qu’ils soient fidèles et, partant, comblés de cette joie de Dieu-même.

 

Mais il n’y a pas que les dangers du relâchement et de la désunion, il y a celui de la persécution : le monde les a pris en haine. Après tout, c’est normal. Ils ne sont pas du monde. Un chrétien convaincu étonne. Parce qu’il vit autrement. Il dérange, et les gens n’aiment pas ça. Il devient même dangereux lorsqu’il touche aux intérêts, lorsqu’il dénonce les injustices installées, le pouvoir absolu.

 

« Je ne demande pas, Père, que tu les retires du monde ». Pas de christianisme de sacristie. Bien au contraire, je les ai envoyés dans le monde, en plein dedans.

 

« Seulement, je te prie : Garde-les du Mauvais », de ce monde du mal que Jésus personnifie dans le Mauvais. Tout seuls ils ne tiendraient pas le coup. Jésus prie pour que nous soyons pour Dieu dans un monde sans Dieu.

 

« Garde-les ». Fortement, d’une façon stable : « Consacre-les ». Mot-clé qui fait penser à la consécration du pain et du vin. Change-les, mets-les à part, transforme-les; qu’ils t’appartiennent sans réticence, sans porte de sortie. Consacre-les dans la vérité, mot qu’on peut aussi traduire par fidélité.

 

Et pour eux je me consacre moi-même, je vais être changé, je vais passer entièrement en toi par la résurrection - afin qu’ils soient eux aussi consacrés; entièrement, fidèlement à toi, et, un jour, ressuscités, comme moi, dans la gloire.

 

Ardente prière de sollicitude ! Le Christ sait que les tentations vont venir, la joie pascale sera mise à l’épreuve, il y aura des abandons... Alors, il prie. Il prie toujours, intercédant pour nous sans cesse (He 7,25). Et le Père veille, l’Esprit nous protège.

 

(auteur inconnu)

 


 

 

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10:00 Publié dans RELIGION | Commentaires (0)

19/05/2012

19 MAI 2012 : le portugal se souvient de la visite du pape en 1982

( En 1982, le pape Jean-Paul II visita le Portugal - comme il devait le faire encore 3 fois - La ville de BRAGA et son Sanctuaire du SAMEIRO se souviennent: souvenirs d'un prêtre, qui y participait comme séminariste : version portugaise, suivie de la traduction française)


SAMEIRO, visita do Papa J.P.II no ano de 1982

Recordando João Paulo II

Um objeto muito útil

por José Paulo Abreu

Era seminarista e um pouco magriço. Aperaltei-me. O nó da gravata estava no sítio. Lá fui radiante para o Sameiro, com uma missão importante a cumprir: cantar o salmo responsorial na Eucaristia que o Papa João Paulo II vinha celebrar, às 11h da manhã, no dia 15 de Maio de 1982.

Quando cheguei ao cimo do monte, manhã cedo, o espectáculo era único. Gente por todo o lado. Milhares e milhares de pessoas. Algumas com a cara tão enevoada quanto a névoa que sobre a montanha se abatera (tinham passado a noite ao relento). Outras espreguiçadas sobre as camas que haviam improvisado. Muitas outras estavam sentadas, na pedra ou nos bancos portáteis que de casa haviam trazido. Não faltavam, a colorir o ambiente, milhares de bandeiras com as cores papais, algumas faixas, algumas fardas.

O clima era alegre, a expectativa, enorme. E foi aumentando na proporção do atraso da chegada do Papa. Coisas do nevoeiro, que provocou a troca da avioneta pelo comboio. Seguiu-se a camioneta, da estação de caminho-de-ferro até ao Sameiro. Ninguém desanimou com a espera. E quando soou o alerta: “o Papa está aí” – o relógio apontava para as 15h - o povo mexeu-se, os sorrisos soltaramse, os olhos arregalaram-se, a emoção foi

enorme.

Acompanhado por D. Eurico Dias Nogueira, o Papa atravessou a Avenida, da Basílica até ao Cruzeiro. Saudava os peregrinos, acenava a todos e dissipava, com a bondade do rosto e a afabilidade dos gestos, cansaços e tensões. Parecia que por ele todas as preces chegavam até Deus. E as lágrimas saltavam as cancelas.

A Eucaristia embrulhou-se em festa. Vi-me aflito para cantar o salmo (tanta gelatina a tomar-me conta dos joelhos). A devoção de toda aquela gente… Os olhares todos cravados no altar… O Papa ali tão perto e um tal espírito de afeição, de comunhão… Tanto carinho para com o Papa…

Na homilia, João Paulo II realçou a importância da família, qual comunidade de amor, génese de vida, caminho de santidade, escola de valores, alfobre de vocações. E parece que as palavras do Sumo Pontífice não poderiam ter tido melhor caixilho: uma família de crentes, a sentir um querido Papa como verdadeiro pai da inteira cristandade, de todos nós, os crentes.

No ano seguinte ao da visita do Papa a Braga, fui eu estudar para Roma. Inesperadamente, os meus encontros com o Santo Padre foram-se sucedendo: na Pontifícia Academia Eclesiástica, no Colégio Português e no Vaticano. Recordo particularmente o dia em que todos nós – alunos do Colégio Português – concelebrámos com o Papa João Paulo II na sua capela particular. Quando lá chegámos, o Papa já estava a rezar, com cara de quem

há muito tinha acordado, e eram apenas 6,30h da manhã.

O rosto, em qualquer das circunstâncias, era sempre o mesmo: sereno, afável,

empático. A voz era sempre acutilante. A mensagem era clara, actual, firme. O

coração tinha sempre o mesmo tamanho: cabíamos lá todos. João Paulo II tinha sempre um presente para quem o visitava: um terço. Coleccionei alguns. Mas há um que me foi oferecido com uma legenda e um sorriso. Dizia-me o Papa, enquanto me colocava o terço entre as mãos: “é um objecto muito útil”.

Era, certamente, o desejo dele. E continuará a ser. O Papa mariano quer-nos em contacto assíduo com Maria, com a Nossa Mãe. E a oração do rosário, como tantas vezes ele nos recordou, é um caminho privilegiado para o regaço da Mãe.

Enquanto presidente da Confraria de Nossa Senhora do Sameiro (o seminarista daquele tempo foi andando pela vida…), não posso agora deixar de sublinhar os dois enormes privilégios que João Paulo II nos concedeu: primeiro, foi o único Papa a vir ao nosso encontro, a visitar-nos em Braga e no Sameiro; segundo, ofereceu, em 2004, ao Santuário do Sameiro, a valiosa e honorífica “Rosa de Ouro”.

Obrigado, Papa João Paulo II. Pelo sorriso. Pela disponibilidade. Pela proximidade. Por tantas benesses. Por tão eloquente vida e testemunho. Por coração tão grandioso.

Acreditamos que, junto de Deus, gozamos da mesma consideração, usufruímos da mesma intercessão, somos contemplados com o mesmo carinho. E enquanto por aqui andarmos, guardaremos esse sorriso, essa afeição, essa bondade. E tentaremos não esquecer, olhos postos no nosso terço, o bonito conselho: “É um objecto muito útil”.


ARRIVÉE DU PAPE AU SAMEIRO

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18:45 Publié dans RELIGION | Commentaires (0)

 
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