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08/10/2011

BOM JESUS DO MONTE, Chef d'oeuvre du baroque portugais

Pour tous les habitants de Braga, pour les gens du Minho, pour tout le Portugal, l'ensemble religieux connu sous le nom de "BOM JESUS DO MONTE" est un site à la fois religieux et touristique parmi les plus réputés du PORTUGAL. C'est à ce titre que va se tenir prochainement un congrès sur le "Baroque" portugais et brésilien.

Voici un article qui en traite longuement (sera-t-il traduit en Français? l'avenir le dira...). Il a l'avantage d'être illustré de quelques gravures anciennes (Source: "Diario do Minho")


BOM JESUS DO MONTE, gravure ancienne

Bom Jesus do

 

 

Monte (200 anos


 

depois)

A Confraria de Bom Jesus do Monte vai assinalar durante o mês de Outubro (dias 20 a 22) a data da conclusão arquitectónica do Templo com a realização de um evento de carácter científico, a saber: a realização de um Congresso sobre o Barroco, o primeiro especialmente consagrado às realizações do barroco em Portugal e no Brasil, reunindo estudiosos brasileiros e portugueses.

Na verdade, o actual Templo que remata o monumental escadório, com as Capelas e Passos da Paixão, ficou concluído em Setembro de 1811, substituindo um antigo Templo Barroco que vinha do tempo de D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728) e que ocupava o patamar inferior ao que ocupa o actual (onde se encontra hoje um fontenário artístico). Continuariam depois as obras com o preenchimento dos interiores (das talhas e pinturas), e depois continuando também vários arranjos nos jardins exteriores que se prolongariam por todo o Século XIX e que, praticamente, lhe deram a feição geral com que hoje o conhecemos.

Podemos dizer que o conjunto arquitectónico passou por 4 ou 5 momentos principais: uma primitiva capela ou ermida dedicada a Santa Cruz, que vem, sem dúvida, do Século XIV e que, com certeza, deve a sua fundação ao Arcebispo D. Gonçalo Pereira (1326-1348) sob invocação de Santa Cruz do Monte.

Este Arcebispo esteve na Batalha do Salado (1340) – uma das decisivas batalhas peninsulares – travadas contra a presença e domínio árabes na Península. O Arcebispo esteve aí, com Afonso IV, com as suas hostes e as de seu filho – D. Álvaro Gonçalves Pereira.

O Primaz atribuiu essa notável e decisiva vitória à intervenção de Santa Cruz de quem era devoto e que seu filho, Prior do Crato, levava arvorada em estandarte, conduzindo as hostes: Neste sinal da Vera Cruz… vencereis seus inimigos (Ruy de Pina, Chronica d´El-Rei Dom Affonso IV. Ed. Biblion Lisboa. 1936,168).

O resultado foi a erecção em Braga de uma ermida comemorando o feito e assinalando essa devoção. Curioso é notar que Afonso XI atribuiria a vitória, por sua vez, à Senhora de Guadalupe. Por idêntico motivo, fundou, nas imediações, um Santuário (sobre uma ermida anterior) que, pelo andar dos tempos, se transformaria num grande e aparatoso complexo e se volveria num importante centro de peregrinação em toda a Andaluzia e em toda a Espanha. Duas iniciativas devocionais que, no caso português, mais verosímil torna esta primitiva fundação de D. Gonçalo Pereira. A Ermida, desde aí, foi reunindo devoções e atraindo devotos, nesta primeira fase, essencialmente da Cidade de Braga. Pelos anos de 1373 se impunha a uma Irmandade sediada em Braga, (que também tinha essa devoção), que os seus irmãos « fossem de Braga à ermida de Santa Cruz pelo dia de S. João, do mês de Maio, de cada ano, pelo exaltamento da Santa Vera Cruz de Cristo”. Essa vetusta ermida seria substituída por uma outra de traça “moderna” – gótico final, ou manuelina ou renascentista – como era já a moda do tempo – atendendo, até, à importância e ao enorme património económico da personalidade a quem se atribuem essas obras (pelos anos de 1493-98) – D. Jorge da Costa. Mais que restauro, ter-se-á tratado de uma nova fundação em torno do mesmo devocionário – a Santa Cruz. Durante muito tempo, essa data seria tomada como a data da fundação do Bom Jesus do Monte. Por cerca de 1525, essa construção já oferecia ruína. O Deão D. João da Guarda, ao tempo em que D. Diogo de Sousa refundava e modernizava a cidade de Braga, com vários edifícios ao estilo Manuelino e da Renascença, reconstruiu ou, mais verosimilmente, edificou nova capela que alguns definem como “construção em grande”. Com peripécias várias, seria essa construção a que alimentou as devoções e os interesses de alguns particulares até 1629, altura em que se criou a Irmandade ou Confraria de Bom Jesus do Monte, que desde aí, também com peripécias e acidentes vários, tem regido, até à actualidade, os destinos devocionais e artísticos do Complexo do Bom Jesus do Monte. Surgia, a partir daqui,uma nova feição monumental a cujos traços gerais obedeceu a posterior intervenção de D. Rodrigo de Moura Teles, documentando, até ao tempo da intervenção deste Arcebispo, os primeiros passos do maneirismo e do barroco nortenhos. O complexo monumental, de feição barroca setecentista, com as capelas dos Passos da Paixão (que já existiam antes, mas foram refundadas ou construídas de novo, com o escadório monumental e suas fontes e um Templo (vulgarmente descrito como Capela) que rematava esse complexo e que ocupava, como dissemos, o imediato patamar abaixo do actual templo, são obra daquele grande Arcebispo – D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728) – a quem Braga, nesses aspectos, muito deve. Intervenções essas, que aqui se materializam a partir de 1722.


BOM JESUS DO MONTE, gravure ancienne

Os tempos posteriores são de prosperidade devocional e monumental. O Bom Jesus do Monte transforma-se no grande santuário de romagem não só de Entre-Douro-e-Minho como do conjunto do Reino. Aí acorrem devotos de todas as Províncias, desde o Minho à linha do Tejo. Melhor: “do reino todo”, com devoções que se estendiam ao Brasil e outras possessões ultramarinas (Fernando Castiço: 97; 111;115). E as famosas romarias são agora (não o foram antes?) um misto de devoção religiosa e de folguedo laico e profano a que os tempos da festa (como foram essencialmente os do Século XVIII), e a beleza do lugar tanto convidavam, paralelos a um profanismo e laicismo que foi acompanhando o bem-estar geral que se sentiu por quase todo este Século XVIII, (tenham dito ou continuem dizendo, outros, o contrário) e que tiveram nas grandes romarias e centros de romagem a expressão mais completa e, por vezes, mais heterodoxa em termos de devoto procedimento.

Paga a promessa – e no tempo mais breve possível, (várias Memorias dos Párocos – c. 1750-1758, vide Dicionário Geográfico do P. Luís Cardoso, desta altura, são liminares a este propósito), ficava, então, o resto e o grosso do tempo para o lazer e para diversão, que era essencialmente o que cada vez mais por esses centros se procurava. E poderíamos voltar, novamente, aos testemunhos de muitos párocos das Memórias Paroquiais. Entre outros, veja-se o testemunho do pároco de Tenões acerca do que, a meados do Século XVIII, já se passava com o Bom Jesus: “Agora, neste tempo do verão, quazi todo os dias vem furias de gente à ditta romagem (ao templo do Bom Jesus do Monte). E nesta sahida de Braga muitos gastam a sua sustancia: huns com a varriga outros por pecados offendendo a Deos e servindo-lhe o mesmo Senhor de escudo para o virem offender. Infim, hé hum sítio para onde corre tudo: o bô e o mao” (Em Memórias Paroquiais. Distrito de Braga. Ed. Viriato Capela. Braga, 2003, 207). Cumpria-se, desde há bastante tempo, o aviso de Aristóteles corroborado por S. Paulo (outro grego, aliás): o que mais rege o Homem é o animal e não o espiritual, isto é, mais o corpo que a alma! Pelo menos, um quinhão bem repartido! As acomodações tornaram-se exíguas e, por sua vez, a Capela ou Santuário que rematava o escadório começou a ameaçar ruína. Eram chegados os tempos das últimas grandes intervenções artísticase arquitectónicas que deram ao Santuário a feição que hoje conhecemos. Correu paralelas com outra época de esplendor arquitectónico que a cidade de Braga conheceu, com o último Arcebispo régio – D. Gaspar de Bragança (1758-1789). Coincidia também com o apogeu económico do próprio Santuário ou Confraria. Vários artistas de renome para este Santuário: engenheiros, arquitectos como carpinteiros e imaginários e pintores, como Mestres pedreiros de notável perícia, conhecimento, e qualidade que os equiparava a verdadeiros engenheiros e arquitectos diplomados, alguns dos quais tiveram, por anos, a responsabilidade directa de várias obras. (É por estes anos que se regista a presença de outro grande nome do barroco nortenho, André Soares, cuja presença aqui nos parece ter sido mais alargada e mais precoce do que o que se tem dito e afirmado. Logo veremos). Um período de prosperidade para o Santuário. Na verdade, visitando por estes tempos a cidade, o Marquês de Bombelles, desde 1786 embaixador da Corte de França, anota que bastariam as esmolas deste Santuário para se abrir a estrada de Lisboa ao Porto, (que se começava e logo se sufocava nos descaminhos e nas dificuldades financeiras).

Ameaçando ruína a “Capela” Setecentista do tempo de D. Rodrigo, exíguos os espaços de culto e acomodações, encomendou-se um novo Templo. Seria construído no patamar superior ao que ocupava o anterior, do tempo de Moura Teles. Foi seu autor o engenheiro Carlos Amarante, que já na cidade exercia importantes cargos em obras e por incumbência do Arcebispo e da edilidade e que na mesma deixaria outras obras notáveis (v. g. o actual Hospital de S. Marcos, como também na Cidade do Porto. Por simples curiosidade, aqui lateral, se diga que o primeiro projecto de uma ponte, de um só arco, para o Douro, a si se deve). Começaram as obras em 1784 tendo-se concluído em Setembro de 1811.

É este acontecimento que serve de pretexto para a realização do referido Congresso,

mas também de efeméride comemorativa dos 200 anos da conclusão arquitectónica do actual Templo. Embora vários exemplares da obra deste arquitecto estejam muito ligados ainda ao barroco terminal, podemos dizer que, com o Novo Templo do Bom Jesus do Monte, na traça arquitectónica, como na decoração dos interiores (que quase na totalidade se lhe devem, também, se remata em Braga, e em geral, o Ciclo do Barroco, abrindo-se decisivamente o caminho ao neo-clacissismo, estabelecendo, em simultâneo, um corte e um remate da formulária barroca que continuou (e continua) presente no Escadório, nas Fontes e nas Capelas dos Passos e outras que, entretanto, compuseram todo o conjunto.

Uma obra simbolicamente emblemática: um novo edifício de traça neo-clássica, rematando, coroando e, de certo modo, fechando, todo um conjunto barroco, rematando toda uma época. O Congresso que se irá realizar entre 20 e 22 de Outubro, focará e tratará vários aspectos da arte do barroco em que o Bom Jesus se insere, do primeiro ao último momento, como ainda outros aspectos importantes que têm a ver com o substrato económico que suportou e garantiu estas realizações artísticas, com a sociedade que as encomendou, as apreciou e delas usufruiu, como dos sentimentos e representações anímicas, culturais sentimentais e religiosas (da música à literatura) que enlaçam a produção Barroca e a Sociedade do Barroco.

Aurélio de Oliveira

(Da Faculdade de Letras do Porto. ap)


BOM JESUS DO MONTE, aujourd'hui


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07/10/2011

STEVE JOBS EST MORT

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Pour beaucoup, le nom de Steve JOBS n'évoque rien... Ce fut pourtant un "grand homme", qui vient de nous quitter, victime d'un cancer, à 56 ans. Cet Américain génial est le Créateur d'APPLE... en particulier des MacIntosh, ipad, iphone... que des millions de passionnés de la" Pomme" utilisent à travers le monde...

L'auteur de ce Blog a découvert les joies de l'Ordinateur, vers les années 90, sur un Mac de l'époque, qui était encore un objet pesant et volumineux... Aujourd'hui, il utilise un iMac qui renferme tout derrière son écran, dans un mince espace qui ne mesure pas plus de 4 ou 5 cm d'épaisseur.

Sans doute cet homme n'était-il pas un saint, mais il a rendu un fier service à l'humanité entière en lui offrant des objets faciles à manier ... et beaux! Aussi, le monde entier lui rend hommage, de quelque bord qu'il soit : le Président des USA comme celui de la Russie et même notre Sarkozy!

En guise d'hommage, voici quelques éléments de sa biographie, publiés sur Internet

 

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Apple orphelin de son légendaire président Steve Jobs

Le charismatique patron d’Apple s’est éteint à l’âge de 56 ans des suites d’un cancer du pancréas. Consacré "PDG de la décennie" en 2009 par le magazine "Fortune", il a incarné toutes les révolutions technologiques de ces 35 dernières années.

 

L’iPod, l’iPhone, l’iPad et le renouveau des Mac, c’est lui. Steve Jobs, ex-directeur général et co-fondateur du fabricant informatique américain Apple, est décédé mercredi à l’âge de 56 ans, a annoncé l’entreprise dans un bref communiqué. Depuis janvier 2011, celui qui restera comme l’homme qui a fourni au monde quelques-uns des gadgets technologiques les plus populaires de ce début de XXIe siècle s’était progressivement retiré des affaires, rattrapé par des problèmes de santé. Le 25 août dernier, il avait démissionné de ses fonctions au sein d’Apple, laissant les rênes de l’une des entreprises les plus puissantes de la Silicon Valley à Tim Cook, son numéro 2.

"Un visionnaire"
"Nous sommes profondément attristés d'annoncer que Steve Jobs est décédé aujourd'hui", a affirmé le groupe californien dans un communiqué. "Le caractère brillant, la passion et l'énergie de Steve ont été la source d'innovations innombrables qui enrichissent et améliorent nos vies à tous." Le co-fondateur d’Apple, Steve Wozniak, s’est exprimé, quant à lui, dans un email adressé aux employés du groupe dans lequel il écrit qu’"Apple a perdu un visionnaire et un créateur de génie, et [que] le monde a perdu un être humain incroyable".

"Steve Jobs est irremplaçable"
Par Christophe DANSETTE

"Steve est mort en paix aujourd'hui entouré de sa famille, ont déclaré ses proches. Dans sa vie publique, Steve était connu comme un visionnaire. Dans sa vie privée, il chérissait sa famille." Un site Internet sera prochainement mis à la disposition de ceux qui veulent rendre hommage à l’entrepreneur, ont encore précisé ces derniers.
Durant son règne à la tête d’Apple, Steve Jobs avait atteint une telle notoriété que deux chercheurs américains avaient conclu que la marque à la pomme pouvait être considérée comme une religion.
Mais si ses fidèles étaient légion, Steve Jobs comptait également bon nombre de détracteurs écœurés par son obsession du secret et du contrôle. Mais tous s’accordent à dire que ce communicant de génie a été la figure emblématique de l’innovation technologique depuis les années 1980.


Jeune garnement


Steve Jobs, né le 24 février 1955, a connu à la tête d’Apple - qu’il a cofondé avec son ami de jeunesse Steve Wozniak en 1976 - toute la gloire, la richesse et la reconnaissance imaginable. Le magazine américain "Fortune" l’avait consacré en 2009 "PDG de la décennie".
Une consécration planétaire que le jeune garnement Steven Paul Jobs, originaire de San Francisco, est probablement très loin d’imaginer dans les années 1960. Adopté peu après sa naissance par la famille Jobs, le jeune garçon, né d’un père syrien et d’une mère américaine, n’est pas un enfant modèle. "Nous mettions des pétards dans les casiers des autres élèves et je me faisais souvent exclure temporairement de l’école", se rappelait Steve Jobs lors d’un entretien accordé au Smithsonian Institution en 1995.
S’il n’est pas vraiment fan de l’enseignement scolaire, il se tourne très vite vers l’informatique. Pas très loin de chez lui, à Palo Alto, se dresse le siège d’HP où il effectue son premier stage d’été. Il y rencontre Steve Wozniak et, depuis, les deux hommes ne seront plus jamais très éloigné l’un de l’autre.

Entre deux bidouillages informatiques, il trouve le temps de s’inscrire en 1972 à l’université de Reed, à Portland, mais abandonne ses études après le premier semestre. De temps en temps, il suit encore quelques cours de poésie ou de calligraphie mais son cœur et sa tête sont ailleurs... en Californie et plus précisément là où se construira plus tard la Silicon Valley.
Bouddhisme
Lorsqu’il quitte Portland pour retourner sur ses terres natales, Steve Jobs décroche un poste chez l’éditeur de jeux vidéo Atari. Il y retrouve Steve Wozniak et s’adonne à quelques expériences. Après un peu de hacking - il inventera notamment un téléphone permettant de passer des appels longue distance gratuitement - il effectue un périple en Inde où le futur patron d’Apple se convertit au bouddhisme.
Par la suite, Steve Wozniak et Steve Jobs vont s’atteler à leur grand œuvre. Dans un garage, ils travaillent sur leur premier ordinateur. Et il faut que cela marche pour les deux hommes. L’un a vendu sa voiture, l’autre sa calculatrice scientifique pour lancer leur société, Apple, qui voit le jour en 1976. La légende veut que le nom ait été choisi en référence au fruit favori de Steve Jobs.
L’Apple I se vend bien. Il est l’un des premiers ordinateurs à destination du grand public. Steve Jobs a alors 21 ans. Cinq ans plus tard, il est millionnaire. Une fortune qu’il doit beaucoup à l’Apple II. Sorti en 1977, ce dernier devient le premier ordinateur personnel produit en série à rencontrer un vrai succès. Il s’en est vendu plus de 5 millions d’exemplaires dans le monde.
Mais à la tête de la marque à la pomme, Steve Jobs ne vole pas de succès en succès. En 1985, le PDG est débarqué par ses troupes. Les employés d’Apple le jugent en effet trop ombrageux et difficile à vivre. Une image qui lui collera à la peau toute sa vie. A cette époque, l’entreprise pense ne plus avoir besoin de son charismatique patron pour réussir. Elle a tort.

Le beau

Steve Jobs ne se trouvera pas longtemps désemparé et Apple commence alors sa descente aux enfers, impuissante face à Microsoft. Au moment où Steve Jobs revient à bord du navire Apple, en 1996, celui-ci est sérieusement à la dérive.
De son côté, l’homme aux éternels pulls à col roulé est devenu milliardaire. Il a profité de sa fausse traversée du désert pour fonder une entreprise d’informatique en 1985, NeXt, et a racheté en 1986 un studio d’animation à Lucasfilm. Il l’appelle Pixar. Cette dernière acquisition assure la fortune de Steve Jobs grâce à des dessins animés comme "Toy Story" (1995).

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11:51 Publié dans ACTUALITÉ | Commentaires (0)

06/10/2011

6 OCTOBRE : SAINT BRUNO, Fondateur des Chartreux

SAINT BRUNO

St Bruno.jpg

 

Bruno le Chartreux, saint né à Cologne vers 1030, mort le 6 octobre 1101 à l'ermitage de la Torre, aujourd'hui chartreuse de Serra San Bruno en Calabre. Il est le fondateur de l'ordre des Chartreux. Son culte dans l'Église universelle a été autorisé à la suite du concile de Trente (1570).

 

Hormis quelques chartes et lettres, ainsi que le rouleau des titres funèbres (connu à partir d'une copie arrangée du XVIe siècle), un des deux plus anciens documents historiographiques conservés au sujet de Bruno de Reims est une courte notice de 121 mots, contenue dans un catalogue des premiers prieurs de la Grande-Chartreuse, connu sous le nom de Chronique Magister écrit par Guigues I, cinquième prieur du lieu :

 

« Maître Bruno, de nationalité allemande, naquit de parents nobles, dans l'illustre ville de Cologne. Très érudit dans les lettres aussi bien séculières que divines, il fut chanoine de l'Église de Reims dont l'importance ne le cède à nulle autre parmi les églises de Gaule ; puis il y fut maître de l'enseignement. Ayant quitté le monde, il fonda l'ermitage de Chartreuse et le gouverna pendant six ans. Sur l'ordre du pape Urbain II, dont il avait été jadis le précepteur, il se rendit à la curie romaine, pour aider le Pontife de son soutien et de ses conseils dans les affaires ecclésiastiques. Mais il ne pouvait supporter les tumultes et le genre de vie de la curie ; brûlant de l'amour de la solitude naguère abandonnée et du repos contemplatif, il quitta la curie, après avoir même refusé l'archevêché de l'Église de Reggio auquel il avait été élu par la volonté du pape. Il se retira dans un désert de Calabre dont le nom est La Tour. Puis là, après avoir réuni de nombreux laïcs et clercs, il s'appliqua tant qu'il vécut à la vocation de la vie solitaire. Il y mourut et y fut enseveli, onze années environ après son départ de Chartreuse »

 

Il faut également citer l'autobiographie de Guibert de Nogent (+1124), indépendante de la chronique Magister et beaucoup plus détaillée qu'elle, qui décrit longuement la vocation de Bruno de Reims et la vie des premiers chartreux.

 

Origines et formation

 

Bruno serait né à Cologne, en Allemagne, d'une famille de haut rang dont le nom est inconnu, probablement un peu avant 1030. Il aurait été d'abord chanoine dans sa ville natale qu'il quitta assez jeune pour continuer ses études à Reims, ville réputée à l'époque pour son école cathédrale. Pendant une trentaine d'années, Bruno demeure à Reims. En 1057, l'archevêque de Reims, Gervais de Belleme, lui confie en remplacement d'Hermann, la direction de l'école dont il avait été l'élève. Il y enseigne les arts libéraux et la théologie. Bruno exerce cette charge pendant 20 ans.

 

L'archevêque chassé

 

L'archevêque de Reims, Gervais, meurt en 1067 et est remplacé par un homme sans scrupules, Manassès de Gournay. Celui-ci est plus préoccupé par les biens matériels que par sa charge d'archevêque. Voulant avoir, malgré tout, l'estime du clergé, il nomme Bruno chancelier de la cathédrale et directeur de toutes les écoles de Reims. L'attitude de Manassès devient de plus en plus insupportable, à tel point qu'un concile réuni à Lyon en février 1080, prononce sa déposition. Cette sentence est confirmée par le pape Grégoire VII qui ordonne au clergé de Reims de chasser l'indigne archevêque et d'en élire un nouveau à sa place.

 

De nombreuses personnes pensent alors à l'intègre Bruno pour remplacer Manassès de Gournay sur le siège archiépiscopal de Reims. Mais celui-ci a d'autres projets en tête, ayant formé le dessein de se retirer dans la prière avec quelques amis. Il refuse donc le siège qui avait été naguère celui de saint Remi, met de l'ordre dans ses affaires et donne tous ses biens aux pauvres. En 1083, avec deux amis, il se rend en Bourgogne, où saint Robert de Molesmes lui ayant remis un ermitage, il s'y retire un moment. C'est là qu'il se sent attiré par une vie d'ermite propice à la recherche de Dieu.

 

Le fondateur de l'ermitage de Chartreuse

 

Saint Hugues de Châteauneuf, l'évêque de Grenoble, lui suggère de s'installer dans la solitude sauvage du massif de la Chartreuse où il resta six ans.

 

Bientôt s'y élève un monastère dont les moines vivent isolés dans des demeures individuelles, y menant une existence austère et laborieuse, ne se réunissant que pour l'office. Ils n'ont pas l'intention de former un ordre.

 

En 1091, Bruno est appelé à Rome par le pape Urbain II, un de ses anciens élèves de Reims, qui sollicite ses conseils sur les réformes à entreprendre dans l'Église. Mais Bruno ne pense qu'à reprendre sa vie d'ermite. En 1092, il part en Calabre où il fonde d'autres ermitages et se retire dans l'un d'eux, Santa Maria del Bosco, secondé par son bras droit Lanuin et avec l'accord du comte Roger Ier de Sicile qui fait don de terres à la nouvelle fondation calabraise.

 

La rencontre miraculeuse de Roger en train de chasser et de Bruno en prière est une légende tardive. De même, le diplôme de fondation octroyé par Roger est un faux selon une majorité d'historiens. À l'ermitage de Sainte-Marie est bientôt associé un monastère de vie cénobitique.

 

Bruno meurt au monastère de Santo Stefano del Bosco neuf ans plus tard, le 6 octobre 1101.

 

Après sa mort, les titres funèbres recueillis en Italie, en France et en Angleterre, font écho à la lettre circulaire rédigée par ses compagnons de Calabre, portée par un messager charger de diffuser la nouvelle. On lui attribue sagesse, douceur et science.

 

Dès les dernières décennies du XIe siècle, l'ensemble du complexe monastique passe à l'ordre de Cîteaux, puis tombe en décadence. Il faut attendre le début du XVIe siècle pour que les chartreux viennent relever les lieux et fonder la chartreuse de Santo Stefano del Bosco. Avant cette date, le site de Calabre n'entretient aucun lien institutionnel avec les monastères brunoniens de Calabre.

 

L'ordre cartusien s'est édifié à partir de son exemple et des Coutumes consignées par le prieur Guigues, quatrième successeur de Bruno à la Grande-Chartreuse, vers 1125.

Écrits

 

Tous les écrits attribués par le passé à Bruno sont apocryphes, à l'exception de deux courtes lettres écrites en Calabre et de la profession de foi prononcée sur son lit de mort4. On lui a attribué à tort des commentaires des épîtres de saint Paul, puis des Psaumes qui sont des œuvres de la fin du XIe et du début du XIIe siècle publiées sous son nom à partir du XVIe siècle seulement (Paris, 1509 pour le commentaire des épîtres pauliniennes, et Paris 1524 pour celui des Psaumes, voir aussi Cologne 1611 et 1640). Elles étaient inconnues des auteurs chartreux du Moyen Âge. C'est à tort qu'on répète encore aujourd'hui que le commentaire des Psaumes a été publié en 15095.

 

Canonisation

 

Le fondateur des Chartreux n'a jamais été ni canonisé, ni béatifié. En 1514, à la suite de l'installation des Chartreux sur le site de l'ermitage de Calabre où Bruno était mort, l'Ordre obtint oralement du pape l'autorisation de célébrer le culte de son fondateur, dont les restes venaient d'être retrouvés dans l'église de l'ermitage. Aucun acte pontifical n'a été établi à cette occasion. Mais le cardinal protecteur de l'ordre des chartreux, dans un acte daté du 19 juillet 1514, donna à l'ordre l'assurance qu'il avait obtenu du pape "par oracle de vive voix" l'autorisation pour les chartreux de célébrer la mémoire liturgique de saint Bruno.

 

Aucune bulle ou document pontifical conservé ne vient attester cette autorisation, transmise à l'Ordre par le Révérend Père Dom François Dupuis, auteur d'une vie de saint Bruno. L'approbation tacite de l'Église, puis son inscription au calendrier liturgique universel, à l'occasion des réformes du concile de Trente, en constitue une confirmation équivalente. C'est pourquoi les canonistes parlent à son sujet de canonisation équipollente.

 

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05/10/2011

ÉLECTIONS : POSITION DE L'ÉPISOPAT FRANÇAIS

Avant l’élection

 

présidentielle,

 


les conseils

 

 

de l’Eglise de France


 


Les évêques ont rendu public un texte visant à éclairer les chrétiens avant les échéances électorales.

Le texte propose treize « éléments de discernement », pour lesquels est précisée la position de l’Église catholique.

Le document insiste en particulier sur les questions d’éthique et de société.

Le ton est nouveau, plus précis et plus incisif. Il est d’usage que, quelques mois avant les élections, les évêques de France rendent public un texte de réflexion, de façon à éclairer les chrétiens sur les enjeux du débat politique à venir. Mais, par rapport au document « Qu’as-tu fait de ton frère ? », publié dans les mêmes circonstances, en octobre 2006, avant l’élection présidentielle de 2007, le texte présenté hier par le cardinal André Vingt-Trois, président de la Conférence des évêques, « Élections : un vote pour quelle société ? », se veut beaucoup plus concret.

Après une première partie qui dresse le tableau de fond, évoquant la crise économique et le pluriculturalisme qui caractérise désormais la société française, un second volet expose 13 points d’attention, appelés « éléments de discernement », sur lesquels les électeurs chrétiens doivent s’interroger et interpeller les candidats. Avec, pour certains d’entre eux, l’explicitation très claire de ce que l’Église catholique estime essentiel : ainsi, le rejet (« impératif ») de l’instrumentalisation de l’embryon, la différence sexuelle homme-femme (« fondatrice et structurante »), le refus de l’injustice économique (corrections des écarts disproportionnés de richesse « exigée »), la prise en compte de l’immigration (« accueillir au mieux ceux qui se présentent ») ou de la fin de vie (« rejet » de l’euthanasie).

Il s’agit d’une sorte de « boîte à outils » pour l’élection présidentielle : une grille de lecture morale, sur des rubriques précises. De ce point de vue, le texte des évêques marque pour l’Église une nouvelle manière d’intervenir dans le débat politique, qui fait penser aux « points non négociables » souvent énumérés par Benoît XVI lorsqu’il s’adresse aux dirigeants politiques : l’Église ne se contente pas d’une position de principe éthique. Elle aborde les sujets qui lui tiennent à coeur en donnant précisément sa position.

Certes, comme l’a rappelé le cardinal Vingt-Trois en présentant hier ce texte à la presse, « l’essence de la politique, c’est la négociation ». Donc « on peut toujours dire qu’il y a des éléments non négociables, mais les hommes politiques, eux, sont là pour négocier ». Il n’empêche, le président de la Conférence épiscopale note que « des lobbys, même minoritaires, militent pour que l’on légalise un certain nombre de choses ». Dans ce contexte, la prise de position de l’épiscopat est destinée à « alerter les citoyens », « allumer des balises, sur le chemin ardu du choix ».

Les évêques prennent acte du nouveau positionnement d’une parole chrétienne désormais minoritaire dans l’espace politique. Dans un monde où les valeurs chrétiennes ne sont pas, et de loin, partagées par la majorité, l’Église ne peut se contenter de présenter les grands principes de la doctrine sociale, mais doit intervenir de manière plus explicite sur tel ou tel point, avec son expertise. Une méthode éprouvée lors de la révision des lois de bioéthique en 2010, par Mgr Pierre d’Ornellas, archevêque de Rennes, qui a présenté sur les questions précises le point de vue de l’Église, après un important travail de réflexion en amont.

De plus, l’épiscopat a conscience aussi de la sensibilité nouvelle des catholiques sur certains sujets, notamment éthiques, et de la capacité de mobilisation de réseaux catholiques.

Enfin, avec le document rendu public hier, les évêques commencent à marquer le terrain en cas d’alternance politique, et de projets législatifs concernant des questions de société. De fait, si les 13 points abordés concernent aussi les domaines économiques et sociaux, les sujets d’éthique sont particulièrement présents, qu’il s’agisse de la différence sexuelle, de la recherche sur l’embryon, ou de l’euthanasie.

En proposant un texte aussi détaillé, les évêques ont bien conscience d’être sur une ligne de crête difficile à tenir.

Fidèles en cela à la tradition politique française, ils se refusent à soutenir un candidat en particulier.

« Nous excluons totalement de nous situer dans une identification à un parti politique », a bien rappelé Mgr Vingt-Trois. Et dans le même temps, il n’est pas besoin d’aller bien loin pour trouver dans les programmes politiques des mesures contrevenant à certaines des exigences formulées par l’épiscopat, notamment les questions liées au mariage, la fin de vie ou l’immigration. L’épiscopat ne veut en aucun cas s’ériger en autorité suprême mais seulement proposer aux Français des éléments de réflexion : « L’Église n’a pas d’autre puissance que sa capacité de convaincre et son autorité morale, ajoute encore le cardinal Vingt-Trois. La responsabilité pèse sur les électeurs, qui vont devoir arbitrer. »

iSABELLE DE GAUlMYN

et FRANCOiS-XAViER MAiGRE

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04/10/2011

4 Octobre : St François d'Assise, Patron des écologistes

St François et les oiseaux.jpg

 

 

 

LE CANTIQUE DES CRÉATURES

 

écrit par saint François d'Assise en 1225

 

Très-Haut, tout-puissant et bon Seigneur, à vous appartiennent les louanges, la gloire et toute bénédiction ; on ne les doit qu'à vous, et nul homme n'est digne de vous nommer.

 

Loué soit Dieu, mon Seigneur, à cause de toutes les créatures, et singulièrement pour notre frère messire le soleil, qui nous donne le jour et la lumière ! Il est beau et rayonnant d'une grande splendeur, et il rend témoignage de vous, ô mon Dieu !

 

Loué soyez-vous, mon Seigneur, pour notre sœur la lune et pour les étoiles ! Vous les avez formées dans les cieux, claires et belles.

 

Loué soyez-vous, mon Seigneur, pour mon frère le vent, pour l'air et le nuage, et la sérénité et tous les temps, quels qu'ils soient ! Car c'est par eux que vous soutenez toutes les créatures.

 

Loué soit mon Seigneur pour notre sœur l'eau, qui est très utile, humble, précieuse et chaste !

 

Loué soyez-vous, mon Seigneur, pour notre frère le feu ! Par lui vous illuminez la nuit. Il est beau et agréable à voir, indomptable et fort.

 

Loué soit mon Seigneur, pour notre mère la terre, qui nous soutient, nous nourrit et qui produit toutes sortes de fruits, les fleurs diaprées et les herbes !

 

Loué soyez-vous mon Seigneur, à cause de ceux qui pardonnent pour l'amour de vous, et qui soutiennent patiemment l'infirmité et la tribulation ! Heureux ceux qui persévéreront dans la paix ! Car c'est le Très-haut qui les couronnera.

 

Soyez loué, mon Seigneur, à cause de notre sœur la mort corporelle, à qui nul homme vivant ne peut échapper ! Malheur à celui qui meurt en état de péché ! Heureux ceux qui à l'heure de la mort se trouvent conformes à vos très saintes volontés ! Car la seconde mort ne pourra leur nuire.

 

Louez et bénissez mon Seigneur, rendez-lui grâces, et servez-le avec une grande humilité."

 

 

traduction de A.F. Ozanam du CANTICO DELLE CREATURE

 

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10:13 Publié dans RELIGION | Commentaires (0)

 
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