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19/05/2012

19 MAI 2012 : le portugal se souvient de la visite du pape en 1982

( En 1982, le pape Jean-Paul II visita le Portugal - comme il devait le faire encore 3 fois - La ville de BRAGA et son Sanctuaire du SAMEIRO se souviennent: souvenirs d'un prêtre, qui y participait comme séminariste : version portugaise, suivie de la traduction française)


SAMEIRO, visita do Papa J.P.II no ano de 1982

Recordando João Paulo II

Um objeto muito útil

por José Paulo Abreu

Era seminarista e um pouco magriço. Aperaltei-me. O nó da gravata estava no sítio. Lá fui radiante para o Sameiro, com uma missão importante a cumprir: cantar o salmo responsorial na Eucaristia que o Papa João Paulo II vinha celebrar, às 11h da manhã, no dia 15 de Maio de 1982.

Quando cheguei ao cimo do monte, manhã cedo, o espectáculo era único. Gente por todo o lado. Milhares e milhares de pessoas. Algumas com a cara tão enevoada quanto a névoa que sobre a montanha se abatera (tinham passado a noite ao relento). Outras espreguiçadas sobre as camas que haviam improvisado. Muitas outras estavam sentadas, na pedra ou nos bancos portáteis que de casa haviam trazido. Não faltavam, a colorir o ambiente, milhares de bandeiras com as cores papais, algumas faixas, algumas fardas.

O clima era alegre, a expectativa, enorme. E foi aumentando na proporção do atraso da chegada do Papa. Coisas do nevoeiro, que provocou a troca da avioneta pelo comboio. Seguiu-se a camioneta, da estação de caminho-de-ferro até ao Sameiro. Ninguém desanimou com a espera. E quando soou o alerta: “o Papa está aí” – o relógio apontava para as 15h - o povo mexeu-se, os sorrisos soltaramse, os olhos arregalaram-se, a emoção foi

enorme.

Acompanhado por D. Eurico Dias Nogueira, o Papa atravessou a Avenida, da Basílica até ao Cruzeiro. Saudava os peregrinos, acenava a todos e dissipava, com a bondade do rosto e a afabilidade dos gestos, cansaços e tensões. Parecia que por ele todas as preces chegavam até Deus. E as lágrimas saltavam as cancelas.

A Eucaristia embrulhou-se em festa. Vi-me aflito para cantar o salmo (tanta gelatina a tomar-me conta dos joelhos). A devoção de toda aquela gente… Os olhares todos cravados no altar… O Papa ali tão perto e um tal espírito de afeição, de comunhão… Tanto carinho para com o Papa…

Na homilia, João Paulo II realçou a importância da família, qual comunidade de amor, génese de vida, caminho de santidade, escola de valores, alfobre de vocações. E parece que as palavras do Sumo Pontífice não poderiam ter tido melhor caixilho: uma família de crentes, a sentir um querido Papa como verdadeiro pai da inteira cristandade, de todos nós, os crentes.

No ano seguinte ao da visita do Papa a Braga, fui eu estudar para Roma. Inesperadamente, os meus encontros com o Santo Padre foram-se sucedendo: na Pontifícia Academia Eclesiástica, no Colégio Português e no Vaticano. Recordo particularmente o dia em que todos nós – alunos do Colégio Português – concelebrámos com o Papa João Paulo II na sua capela particular. Quando lá chegámos, o Papa já estava a rezar, com cara de quem

há muito tinha acordado, e eram apenas 6,30h da manhã.

O rosto, em qualquer das circunstâncias, era sempre o mesmo: sereno, afável,

empático. A voz era sempre acutilante. A mensagem era clara, actual, firme. O

coração tinha sempre o mesmo tamanho: cabíamos lá todos. João Paulo II tinha sempre um presente para quem o visitava: um terço. Coleccionei alguns. Mas há um que me foi oferecido com uma legenda e um sorriso. Dizia-me o Papa, enquanto me colocava o terço entre as mãos: “é um objecto muito útil”.

Era, certamente, o desejo dele. E continuará a ser. O Papa mariano quer-nos em contacto assíduo com Maria, com a Nossa Mãe. E a oração do rosário, como tantas vezes ele nos recordou, é um caminho privilegiado para o regaço da Mãe.

Enquanto presidente da Confraria de Nossa Senhora do Sameiro (o seminarista daquele tempo foi andando pela vida…), não posso agora deixar de sublinhar os dois enormes privilégios que João Paulo II nos concedeu: primeiro, foi o único Papa a vir ao nosso encontro, a visitar-nos em Braga e no Sameiro; segundo, ofereceu, em 2004, ao Santuário do Sameiro, a valiosa e honorífica “Rosa de Ouro”.

Obrigado, Papa João Paulo II. Pelo sorriso. Pela disponibilidade. Pela proximidade. Por tantas benesses. Por tão eloquente vida e testemunho. Por coração tão grandioso.

Acreditamos que, junto de Deus, gozamos da mesma consideração, usufruímos da mesma intercessão, somos contemplados com o mesmo carinho. E enquanto por aqui andarmos, guardaremos esse sorriso, essa afeição, essa bondade. E tentaremos não esquecer, olhos postos no nosso terço, o bonito conselho: “É um objecto muito útil”.


ARRIVÉE DU PAPE AU SAMEIRO

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18:45 Publié dans RELIGION | Commentaires (0)

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