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26/04/2012

26 AVRIL 2012 : HIER, LE PORTUGAL SE SOUVENAI DU 25 AVRIL 1974

PORTUGAL : LE 25 AVRIL 1974

 

(Hier, c'était jour férié au Portugal : anniversaire de la "Révolution" de 1974, connue sous le nom de "Révolution des oeillets", car elle fut toute pacifique, quoique lourde de conséquences pour l'avenir du pays : ce jour-là, ce fut l'armée qui prit l'initiative, sous la direction de quelques hauts gradés : mais l'armée savit qu'elle avait le peuple avec elle : les Portugais étaient las de l'inutile et meurtrière guerre coloniale que le gouvernement de l'époque (successeurs de SALAZAR) menait contre ses possessions africaines : Mozambique, Angola, Guinée-Bissau, Cap Vert... Le Portugal ne voulait plus , ni du régime dictatorial, ni de cette guerre sans issue... Aussi, mes militaires qui occupèrent les lieux stratégiques de Lisbonne et d'ailleurs, le firent sans violence : ils défilaient avec des oeillets rouges piqués dans le canon de leurs armes! Mais le gouvernement en place comprit aussitôt et abdiqua : ce fut le début de la nouvelle République... Après diverses péripéties, au cours desquelles les communistes faillirent s'emparer du pouvoir... mais sans succès! Un régime vraiment démocratique s'établit, ce qui permit au portugal d'entrer dans la Communauté Européenne, et de profiter largement des largesses accordées alors aux nouveaux membres... Les années ont passé, avec des alternances gauche-droite, mais dans le respect de la démocratie. Actuellement, le Président de la République comme le Gouvernement sont de droite... et le pays traverse une grave crise économique, comme la Grèce, l'Espagne et l'Italie)

 

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25 de abril: Liberdade constrói-se na relação e no compromisso

Historiador e economista recordam 1974 e apontam perspetivas de futuro para Portugal, 38 anos após a revolução que marcou a transição para a democracia

Lusa

 

Lisboa, 25 abr 2012 (Ecclesia) – Os principais alicerces da liberdade são as relações humanas, o compromisso com causas comunitárias e a recusa do individualismo, consideram o historiador António Matos Ferreira e o economista Joaquim Cadete.

 

Assinalando o 38.º aniversário da ‘Revolução dos Cravos”, que a 25 de abril de 1974 desencadeou em Portugal o processo de transição para o regime democrático, o programa ECCLESIA na Antena 1 foi à procura da liberdade a partir da ótica cristã.

 

“O esforço de nos libertarmos e quebrarmos cadeias não pode ser experimentado fora da relação que temos uns com os outros”, frisa António Matos Ferreira.

 

O diretor do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa lembra as pessoas “que viveram em liberdade nas experiências mais extremas, como na opressão e na injustiça”.

 

Em contrapartida há sociedades que “aparentemente não têm constrangimentos” à liberdade mas onde os indivíduos são incapazes de a viver plenamente, dado que ela exige uma consciência pessoal “aberta” e “profunda”.

 

Emissão 22-04-2012

“Todo o ser humano é limitado; esta perceção é muito importante para a consciência da liberdade, que não assenta na ideia de que tudo é radicalmente possível mas de que se é capaz de imaginar e viver algo bom, mesmo com as nossas limitações”, aponta.

 

Para Joaquim Cadete a liberdade no Ocidente “é muito centrada no individualismo”, pelo que é preciso “maior interligação” entre as pessoas que vivem em comunidade e o regresso a um conjunto de “valores e princípios”.

 

O empresário diz que é necessário acentuar “os deveres associados à liberdade”: “Fomos centrando a liberdade nos direitos adquiridos mas só se pode falar deles se houver a capacidade de continuarem a ser respeitados”.

 

Após a revolução os portugueses ganharam a “ilusão da conquista da liberdade”, sem perceberem “que tinham perdido imensamente em termos financeiros”, o que conduziu ao pedido de intervenção do Fundo Monetário Internacional, recorda Joaquim Cadete.

 

A atual sujeição de Portugal ao memorando da ‘troika’, no seguimento da “ilusão da Europa”, sinaliza que a liberdade está relacionada com a economia e a globalização.

 

António Matos Ferreira salienta que segundo a experiência cristã “a liberdade é interior mas sempre referenciada a algo exterior”: “Isto é muito claro para os cristãos quando afirmam que Jesus é um homem livre. Em muitos aspetos ele foi esmagado pelas circunstâncias mas a sua liberdade residia na relação íntima [com Deus Pai]”.

 

“Para o crente o amor é mais forte do que a morte, o mal e o pecado. Este é o cerne da liberdade e da relação”, refere.

 

O historiador frisa que “a liberdade é por vezes uma experiência dolorosa, difícil e contraditória”, mesmo nas comunidades crentes.

 

“O maior risco é uma autossuficiência dos cristãos, quase considerando que podem prescindir dos outros”, arriscando por isso “ter uma intervenção demasiadamente arrogante”, alerta.

 

O responsável chama a atenção para o risco de “perda da identidade” do cristianismo, provocado por uma “profunda dicotomia” no interior das comunidades.

 

“Somos cristãos quando nos reunimos e consideramos que partilhamos os mesmos valores e liturgia, mas temos enorme dificuldade em estarmos presentes no mundo”, conclui.

 

PRE/RJM

 

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10:06 Publié dans PORTUGAL | Commentaires (0)

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