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31/03/2012

31 MARS 2012 : ÉGLISE DE LA SAINTE CROIX ("SANTA CRUZ") . BRAGA (Portugal)

 

 

SANTA CRUZ DE BRAGA.jpg

SANTA CRUZ de BRAGA

 

Igreja de Santa Cruz

 

Por Júlio Gil *

 

 

 

A igreja de Santa Cruz (situada no Largo Carlos Amarante – Braga) é um dos “centros” geográficos das cerimónias da Semana Santa. É no seu “adro”, aliás, que ocorre o “Encontro” entre Jesus e a Virgem Maria na Procissão do Domingo de Ramos, e onde é pregado o ancestral “Sermão do Encontro”. Para que os leitores possam admirar também a componente artística deste templo, publicamos hoje um texto do Arq.º Júlio Gil que, certamente, ajudará a “compreender” melhor a riqueza patrimonial deste templo do século XVII.

 

Professor primário, fervoroso católico e homem com espírito de iniciativa e capacidade de risco, Jerónimo Portilho imaginou e articulou os fundamentos da Confraria de Santa Cruz [Braga], que dedicaria especial devoção aos Passos do Senhor. Depois de aprovada, começou a Confraria por se instalar na Capela do Espírito Santo, da bela igreja barroca de S. João Marcos, eixo do hospital do mesmo nome, restaurado no século XVIII, mas de primitiva edificação quinhentista.

Crescia em número, actividades e importância a Confraria, de tal forma que Jerónimo Portilho lançou nova iniciativa – construir uma igreja para a associação mais tarde honrada com o título de Irmandade Real. E com esmolas dos confrades e a ajuda do arcebispo de Braga, erguer-se-ia a igreja de Santa Cruz, que marca o início do período barroco bracarense cuja qualidade, abundância e personalidade iriam influenciar o carácter urbano e a monumentalidade da capital minhota. Apesar de ser a primeira em tempo, a igreja de Santa Cruz ocupa também lugar primacial quanto a beleza, o que, entre tantos brilhantes exemplos, significa muito.

Detinha então a Coroa portuguesa o rei espanhol Filipe IV – a edificação da primeira fase da igreja foi feita entre 1625 e 1653 – e era arcebispo de Braga D. Afonso Furtado Mendonça, um alentejano de forte personalidade, doutorado em Coimbra e que foi Deão

da Sé de Lisboa, Reitor da Universidade, membro do Conselho de Estado, presidente da Mesa da Consciência e Ordens, bispo da Guarda e de Coimbra; transferido em 1618 para Braga, seria seu arcebispo, e mais tarde arcebispo de Lisboa e Governador do Reino.

É provável que o programa do projecto da igreja fosse do Arcebispo Primaz e, pelo menos, o final da construção parece ter sido da autoria do mestre Francisco Vaz, que concebeu e realizou uma verdadeira obra de arte arquitectural neste Terreiro dos Remédios, próximo do Hospital de S. João Marcos.

O estilo barroco ensaiava então os primeiros tímidos voos em Portugal onde o maneirismo dominava e persistiria. Durante todo o século XVII a aceitação do barroco foi lenta entre nós e só na centúria seguinte se afirmaria, alcançando elevado valor estético, sobressaindo especialmente o seu decorativismo arquitectónico, e na escultura de talha, e no azulejo, e em outras artes como o mobiliário, a ourivesaria, a cerâmica, nas quais os artistas portugueses souberam realizar obras-primas de invulgar personalidade.

Durante largo tempo, a arte barroca sofreu pelo mundo maus tratos da crítica iluminista e neoclássica, e ainda por preconceitos que a consideravam fruto e imagem absolutista e

clerical. Generalizou-se o depreciativo julgamento de barroco como uma variedade de feio, de extravagante, de teatralidade emocional, exibição do irracional e do inútil, negação do ideal de beleza como unidade orgânica e como ponderação – repugnante mesmo quando se lhe admitia possuir conteúdos positivos, como faz Benedetto Croce ao

designar o barroco “forma di brutto estetico”. A partir dos finais do século passado, começou a olhar-se a Idade Barroca sob novos prismas, a estudar-se melhor e mais profundamente, a descobrir-se como ideia de arte realmente livre, que a aproxima do nosso tempo. Talvez vindo da palavra portuguesa barroco, que significa “pérola dourada lisa” – nas Beiras dá-se também este nome a penedos de forma irregular... –, este termo merece hoje consideração muito mais justa que a anterior, pois define um período de grande riqueza criadora, não só por toda a Europa, e apliada, para além da arquitectura, às outras artes plásticas, e à literatura, e à música, naturalmente com características diversas, conforme as regiões, as influências e interfusões com sensaibilidade e expressões locais.

No seu dinamismo dramático, o barroco foi uma reação aos ideais clássicos renascentistas e aos esforços de originalidade do maneirismo, como que uma necessária humanização da arte depois de tanto intelectualismo. Dino Formaggio diz: “... e assim se coloca como a voz e o guia da alma dos povos, a revelação potente dos seus desejos e dos seus significados e, a um tempo, como o ímpeto da comoção que, com popular violência, abate e exalta, mostra os caminhos da condenação e da redenção que levam o homem a tomar consciência de si mesmo e da própria vida, e aí a ‘realizar virtuosamente’. Tal é e desejou ser, no seu mais alto ideal, o Barroco. Isto não é só um ideal de Arte, mas também um ideal de Vida.”

 

A igreja de Santa Cruz ergueu-se neste período inicial, em que o barroco acrescentava nova linguagem decorativa a esquemas estruturais maneiristas. No entanto, a frontaria só foi terminada numa época de já bem amadurecido barroco – as torres foram erguidas em 1694, a decoração da frontaria em 1737. Entre as duas torres sineiras, de belo desenho, a fachada é esbelta, de feliz composição dividida em dois pórticos sobrepostos e um terceiro sector dominado pelo frontão ricamente esculturado. O pórtico do nível térreo, de estilo dórico, quatro colunas adossadas e com caneluras, enquadra as três portas do templo; entre as vergas e o entablamento, três cartelas emolduram inscrições e são seguidas por outras três, acima da cornija e separadas por pedestais de quatro pilastras que constituem um pórtico-cego, de formas e proporções jónicas, de entablamento interrompido por óculo com larga molduração, participante num jogo de pequenas janelas que discretamente iluminam as escadas da Torre e o Coro, jogo onde também se integram os relógios, cuja ornamentação foi trabalho do mestre pedreiro Francisco Álvares. A fachada lateral divide-se em painéis brancos rasgados por altos janelões em duas linhas de diferentes alinhamentos – sóbria geometria, maior realce à fachada.

Três fortes arcos torais apoiam a abóbada de berço sobre a alta nave, no amplo interior ornado de esplendorosa talha. Francisco Machado, de Landim, foi o entalhador dos seis António Marques – obras da época de D. João V.

Azulejaria e pinturas dos séculos XVII e XVIII dão particular interesse à sacristia, assim como um magnífico arcaz seiscentista. Porém, as maiores preciosidades decorativas encontram-se na obra de talha do grande escultor Frei José de Santo António Vilaça, que desenhou a impressionante capela-mor, ganhando também um concurso para um novo retábulo, em que participaram artistas de Lisboa, Porto e Guimarães. Frei José Vilaça já realizara o anterior aquando da ampliação da capela-mor de que a Irmandade de Santa Cruz o encarregara, mas, depois de terminado, decidiu-se levantar outro por motivos estéticos e técnicos, que fosse “mais leve nas suas formas e menos dispendioso para dourar”. O bracarense Frei José Vilaça recebera forte influência do arquitecto-escultor André Soares da Silva, de quem, aliás, a igreja de Santa Cruz guarda a primeira obra documentada – um trabalho gráfico, a iluminura do frontispício dos Estatutos da Irmandade do Bom Jesus e Sant’Ana. Frei José Vilaça desenhou e executou algumas das melhores obras barrocas do Norte, notavelmente estudadas por Robert Smith, que se encontram disseminadas por vários monumentos.

Neste igreja de Santa Cruz, além do referido retábulo, também as seis sanefas e os caixilhos das janelas, dois relicários, credências e portadas da capela-mor constituem admiráveis provas do talento imaginativo do mongeartista do beneditino Mosteiro de Tibães, agraciado com a capa de irmão da Irmandade

de Santa Cruz, o que muito o honrou.

 

* Júlio Coelho da Silva Gil nasceu em Lisboa a 24 de abril de 1924 e faleceu a 11 de abril de 2004. Foi um prestigiado ilustrador, cartonista, caricaturista, arquitecto, pintor e escritor. Para além de outras obras editadas, de que se destaca a série “Chico” (que relata as aventuras de um jovem pugilista), em colaboração com os fotógrafos Augusto Cabrita e Nuno Calvet, escreveu uma série de álbums sobre arquitectura portuguesa, entre as quais figura a obra “As mais belas igrejas de Portugal”, publicada em 1988 pela Editorial Verbo (e reeditada em 2006 pela Edimpresa Editora).

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POUR QUI VOTER?

(BIENTÔT SERA ÉLU UN NOUVEAU PRÉSIDENT POUR LA FRANCE... QUE TOUS CEUX QUI LE PEUVENT N'OMETTENT PAS D'ACCOMPLIR CE GESTE SI IMPORTANT POUR L'AVENIR DU PAYS... MÊME SI NOUS AVONS LA PENSÉE (JUSTE) QUE NOTRE VOIX NE PÈSE PAS LOURD!)


10:09 Publié dans CULTURE | Commentaires (0)

30/03/2012

30 MARS : MESSAGE DE LA VEUVE DU RABBIN ASSASSINÉ À TOULOUSE

 

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Message de la veuve du rabbin assassiné à Toulouse et mère des deux enfants

25 mars 2012

Publié par Véronique dans Partages

 

Voici le message de Mme. ‘Hava (Eva) Sandler, épouse du rabbin Yonathan et mère d’Arye et Gavriel de Toulouse :

 

Mon cœur est brisé. Je suis incapable de parler. Il m’est impossible d’exprimer l’immense et dévorante douleur engendrée par l’assassinat de mon cher mari, Rav Yonathan, de nos fils, Aryeh et Gavriel, et de Miriam Monsonego, la fille du dévoué directeur d’Ozar Hatorah et de son épouse, le Rav Yaakov et Mme Monsonego.

 

Puisse personne ne jamais avoir à endurer une telle détresse et une telle souffrance.

Parce que beaucoup d’entre vous, mes chers frères et sœurs en France et partout dans le monde, demandent ce que vous pouvez faire pour moi-même, pour ma fille Liora et pour les âmes de mes chers mari et enfants, je pense que, aussi difficile que ce soit pour moi, il est de mon devoir de répondre à vos sollicitations.

 

Mon mari avait voué sa vie à l’enseignement de la Torah. Nous sommes retournés dans son pays natal pour aider les jeunes à apprendre la beauté de la Torah. Il était vraiment un homme bon, aimant, généreux et désintéressé. Il était sensible à toutes les créatures de D.ieu, toujours à la recherche de moyens pour révéler la bonté chez les autres.

 

Lui et moi élevions Aryeh et Gavriel dans les chemins de la Torah. Qui aurait pu s’imaginer que leur séjour sur cette Terre, et le temps que moi, leur Maman, je passerais avec eux, serait aussi brefs ?

Je ne sais pas comment moi et les parents et la sœur de mon mari trouverons la consolation et la force de continuer, mais je sais que les voies de D.ieu sont bonnes, et qu’Il nous montrera le chemin et nous donnera la force d’avancer. Je sais que leurs saintes âmes resteront avec nous pour toujours, et je sais que, très bientôt, le temps viendra où nous serons de nouveau réunis avec la venue du Machia’h.

 

Je crois de tout mon cœur en les mots du verset : « L’Éternel a donné, et l’Éternel a repris ; que le Nom de l’Éternel soit béni. » Je remercie le Tout-Puissant pour m’avoir donné le privilège, aussi bref qu’il fut, d’élever mes enfants avec mon mari. Maintenant, le Tout-Puissant a voulu les reprendre près de Lui.

 

À tous ceux qui souhaitent apporter la consolation à notre famille et le bien-être aux âmes des défunts : perpétuons leur vie sur cette Terre.

 

Aux parents, s’il vous plaît, embrassez vos enfants. Dites-leur combien vous les aimez, et comment il est cher à votre cœur qu’ils soient des exemples vivants de notre Torah, pénétrés de crainte du Ciel et de l’amour de leurs semblables.

S’il vous plaît, augmentez votre étude de la Torah, que ce soit seul ou avec votre famille et vos amis. Aidez ceux pour qui il peut être difficile d’étudier seul.

 

S’il vous plaît, ajoutez de la lumière au monde en allumant les bougies du Chabbat ce vendredi soir et chaque vendredi soir. (Et, si vous le pouvez, faites-le un peu plus tôt que l’horaire publié, afin d’ajouter de la sainteté à notre monde.)

 

La fête de Pessa’h est proche. S’il vous plaît, invitez une autre personne chez vous afin que tous aient une place à un Seder pour célébrer la fête de notre liberté.

 

Tout en évoquant la douleur de nos souffrances en Égypte il y a si longtemps, nous déclarons toutefois chaque année comment « dans chaque génération, ils se sont dressés contre nous pour nous détruire ». Cette année aussi nous proclamerons d’une voix claire et puissante : « Et D.ieu nous sauve de leurs mains. »

L’esprit du peuple juif ne peut jamais être éteint ; son lien avec la Torah et ses commandements ne peut jamais être détruit.

 

Puisse être la volonté de D.ieu que nous ne connaissions dorénavant que le bonheur.

J’adresse mes plus sincères condoléances à la famille Monsonego pour la perte de leur fille Myriam, et je prie pour le prompt rétablissement d’Aaron ben Leah, qui a été blessé dans l’attaque.

Je vous remercie pour votre soutien et votre affection.

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10:30 Publié dans ACTUALITÉ | Commentaires (0)

29/03/2012

29 MARS : LE PAPE À LA HAVANE

 

B.XVI arrive à La Havane,28:03:12.jpg

 

LE PAPE À LA HAVANE

 

 

Hier, lors de la messe place de la Révolution, à La Havane, Benoît XVI a rappelé l’importance de la liberté religieuse, dans un pays où l’Église reste fortement surveillée.

 

« L’Église vit pour faire bénéficier les autres de l’unique chose qu’elle possède et qui n’est autre que le Christ, espérance de la gloire (cf. Col 1, 27). Pour pouvoir accomplir cette tâche, elle doit compter sur la liberté religieuse qui est essentielle, et qui consiste à pouvoir proclamer et célébrer la foi même publiquement, portant le message d’amour, de réconciliation et de paix que Jésus a apporté au monde.

Il faut reconnaître avec joie qu’à Cuba des pas sont actuellement en train d’être accomplis pour que l’Église mène à bien son incontournable mission d’exprimer publiquement et ouvertement sa foi. Cependant, il est nécessaire d’aller de l’avant, et je désire encourager les instances gouvernementales de la nation à renforcer ce qui a déjà été obtenu et à avancer sur ce chemin d’un authentique service du bien commun de la société cubaine tout entière.

Le droit à la liberté religieuse, tant dans sa dimension individuelle que communautaire, manifeste l’unité de la personne humaine qui est à la fois citoyen et croyant. Il légitime aussi le fait que les croyants offrent une contribution à l’édification de la société. Son renforcement consolide la vie en commun, alimente l’espérance en un monde meilleur, crée les conditions propices à la paix et au développement harmonieux, en même temps qu’il établit des bases fermes pour consolider les droits des générations futures.

Quand l’Église souligne ce droit, elle ne réclame aucun privilège. Elle prétend seulement être fidèle au mandat de son divin fondateur, consciente que là où le Christ se manifeste, l’homme grandit en humanité et trouve sa consistance. C’est pourquoi elle cherche à donner ce témoignage dans sa prédication et son enseignement, tant dans la catéchèse que dans le milieu scolaire et universitaire. Il est à espérer qu’arrive bientôt ici également le moment où l’Église pourra apporter dans les divers champs du savoir les bénéfices de la mission que son Seigneur lui a confiée et qu’elle ne pourra jamais négliger. »

(Extraits de l’homélie de B.XVI à La Havane)

 

 

BENOÎT XVI AVEC RAUL CASTRO

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28/03/2012

28 MARS 2012 : 1er TRAIN POUR AUSCHWITZ, EN 1942

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La Shoah en France

 

 

L'invasion de la Pologne par l'Allemagne en septembre 1939 déclenche la Seconde Guerre mondiale. Soutenant son allié, la France s'engage dans le conflit. Mais l'offensive des troupes du IIIe Reich en mai 1940 sur le front occidental défait les armées françaises. Le 22 juin 1940, la France vaincue signe une convention d'armistice avec le régime nazi. Ses conditions sont sévères. Elle prévoit notamment l'occupation de plus de la moitié de son territoire, l'annexion de l'Alsace-Moselle et le rattachement du Nord et du Pas-de-Calais au Commandement allemand de Bruxelles.

 

 

 

Une ligne de démarcation établit une séparation entre une partie occupée au nord et une zone dite « libre » au sud sous autorité française. La France doit en outre livrer tous les ressortissants allemands et autrichiens désignés par le gouvernement du Reich, internés dès septembre 1939.

 

En zone occupée, les autorités allemandes appliquent une législation antisémite, inspirée par les lois du Reich. L'ordonnance du 27 septembre 1940 énonce les critères d'appartenance à la religion juive et ordonne le recensement des personnes considérées comme telles. Il leur est interdit de quitter cette zone. Le processus de spoliation des entreprises et commerces juifs s'engage également. « Tout commerce, dont le propriétaire ou le détenteur est juif, devra être désigné comme 'entreprise juive' » par une affiche spéciale en langue allemande et française.

 

La politique antisémite de l'Etat français

 

La IIIe République cesse de fait d'exister le 10 juillet 1940 avec le vote des pleins pouvoirs au maréchal Pétain. La démocratie est remplacée par un régime autoritaire. Faisant figure d'homme providentiel, le chef de « l'État français », installé avec le gouvernement à Vichy, bénéficie alors du soutien massif de la population française traumatisée par la débâcle militaire et l'effondrement du pays. Appelé au gouvernement dès le 18 mai, Pétain avait rapidement exclu le principe de la capitulation et de la poursuite des combats, convaincu du caractère inéluctable de la défaite.

 

Le régime de Vichy entend mettre en œuvre une « Révolution nationale », devant se traduire par « l'assainissement » politique, social et moral de la nation. Substituant la devise « Travail, Famille, Patrie » à la formule républicaine « Liberté, Egalité, Fraternité », cet ordre nouveau se fonde sur une idéologie nationaliste, autoritaire, xénophobe et antisémite. Il applique d'emblée une politique d'exclusion à l'égard des individus jugés « nuisibles », au premier rang desquels les Juifs.

 

 

Le statut des Juifs en France sous le gouvernement de Vichy

 

Le gouvernement de Vichy, avec à sa tête Pierre Laval, promulgue ainsi précocement une suite de lois et de décrets à leur encontre, applicable en zone occupée comme en zone dite « libre ». Durant cette période, on comptera plus de 200 textes législatifs qu'il s'agisse d'ordonnances allemandes, de décrets ou de lois. Le 22 juillet 1940, le gouvernement de Vichy promulgue un décret-loi portant sur la révision des naturalisations établies depuis 1927. 15 000 personnes perdent la nationalité française, dont environ 8 000 Juifs, et deviennent apatrides.

 

De sa propre initiative, et sans pression nazie, l'État français adopte le 3 octobre une loi définissant le « statut des Juifs ». Celle-ci concerne les deux zones. Certains secteurs d'activité leur sont désormais interdits : la fonction publique, la presse et le cinéma notamment. Cette liste ne cessera de s'élargir décret après décret. Les Juifs d'Algérie, sont privés de la nationalité française, acquise depuis le décret Crémieux en 1871. Le 7 octobre 1940, ils deviennent des « indigènes des départements de l'Algérie ».

 

La collaboration Franco-Allemande

 

Lors de la rencontre entre Hitler et Pétain à Montoire, le 24 octobre 1940, le principe d'une collaboration d'Etat entre la France et l'Allemagne dans les domaines économiques, militaires et répressifs est institué. À cette période, malgré la germanophobie d'une majorité de la population, la collaboration est surtout entreprise à l'initiative de Vichy.

 

La coordination des appareils répressifs français et allemands est facilitée par le maintien de l'administration de Vichy, qui entend préserver ses prérogatives, sur la plus grande partie du territoire. Celle-ci recourt de manière systématique à l'internement administratif et établit des fichiers utilisés par la suite pour les arrestations.

 

 

 

À la demande des Allemands, un Commissariat général aux questions juives (CGQJ) est créé par le gouvernement Darlan le 29 mars 1941. Son rôle est d'élaborer une législation à l'encontre des Juifs et de veiller à son application dans les deux zones (recensement, interdictions professionnelles, aryanisation des entreprises). La spoliation concernera au total près de 47 000 entreprises.

Le 2 juin 1941, tout en ordonnant un recensement sur l'ensemble du territoire, l'État français promulgue un deuxième statut des Juifs, qui élargit les critères d'appartenance à la « race juive » et étend le champ des interdictions professionnelles.

 

 

 

Sur une demande allemande, une loi française est adoptée le 29 novembre 1941 créant l'Union générale des israélites de France (UGIF), chargée d'assurer la représentation des Juifs auprès des pouvoirs publics.

 

Les premières rafles

 

À Paris, en liaison étroite avec l'administration française, les autorités allemandes procèdent aux premières arrestations. Le 14 mai 1941, 3 710 hommes sont convoqués dans des commissariats où ils sont arrêtés pour être transférés dans les camps de Pithiviers et de Beaune-la-Rolande (Loiret). C'est la rafle dite du « billet vert » du nom du document envoyé par les autorités. Le 20 août suivant, plus de 4 000 autres sont conduits à la cité de la Muette, à Drancy, camp d'internement ouvert à cette occasion. Ce sont surtout des Juifs étrangers bien qu'il y ait aussi parmi eux des Français.

 

 

Le 12 décembre, 743 hommes, des notables essentiellement, sont arrêtés et enfermés au camp de Compiègne-Royallieu (Oise). Ce camp sera par la suite le lieu de rassemblement et de transit des déportés politiques, celui de Drancy le devenant pour les Juifs.

 

Le camp de Drancy

 

Le camp d'internement de Drancy est installé en 1941 par les autorités d'occupation dans un vaste bâtiment alors inachevé, appartenant à un ensemble d'habitation collectif appelé la Cité de la Muette. Il s'agit d'un immeuble en forme de U de quatre étages, autour d'une cour d'environ 200 mètres de long et 40 mètres de large.

 

 

 

Réquisitionné par l'armée allemande le 14 juin 1940, des prisonniers de guerre français et britanniques y sont placés temporairement en captivité avant d'être transférés. Les premiers internés juifs sont les victimes de la rafle du 20 août 1941. Le camp est ouvert dans la précipitation, dans des conditions d'hygiène et d'alimentation déplorables pendant plusieurs mois, provoquant les premiers décès. La vie demeure difficile, dans l'ennui, alors que les visites et l'intervention des ouvres de secours sont interdites.

 

De la captivité à la déportation

 

Le camp devient à partir de mars 1942 le camp de rassemblement et de transit en vue de la déportation de tous les Juifs de France. 63 convois avec 67 000 personnes au total sont formés et partent jusqu'en juillet 1943 de la gare du Bourget-Drancy puis de la gare de Bobigny, principalement vers le camp d'Auschwitz-Birkenau.

 

Durant les périodes les plus intenses, et notamment dans la deuxième moitié de l'année 1942, deux voire trois convois par semaine sont formés au camp de Drancy. Sous l'autorité du service des affaires juives de la Gestapo, l'administration du camp est gérée par la Préfecture de Paris jusqu'en juin 1943.

 

 

 

À cette date, il bascule entièrement sous contrôle allemand, la garde extérieure demeurant affectée à la gendarmerie française. Les conditions de vie sont alors améliorées en apparence et le rôle des internés renforcé dans le fonctionnement interne du camp, pour en fait faciliter les déportations. Les responsables

SS du camp de Drancy sont successivement Theodor Dannecker, Heinz Rothke et Aloïs Brunner.

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Le dernier convoi à destination d'Auschwitz part le 31 juillet 1944. Le 18 août 1944, 1 467 prisonniers sont libérés après l'arrivée du représentant diplomatique suédois et de membres de la Croix rouge. Plus de 80 000 Juifs seront détenus à Drancy, entre mai 1941 et août 1944, à 4 kilomètres de Paris.

 

Le tournant de l'été 1942

 

L'année 1942 marque le début de la mise en œuvre de la « Solution finale » à l'échelle européenne. Le 27 mars, un premier convoi de déportés juifs quitte la France pour Auschwitz. Soixante-treize autres suivront par la suite, la plupart pour cette même destination.

 

 

Reinhard Heydrich se rend à Paris le 5 mai 1942 afin d'installer le général SS Karl Oberg comme chef de la SS et de la police en France et lancer la préparation des déportations massives. Adolf Eichmann, le chef de la section antijuive du RSHA, se déplacera à son tour le 30 juin. Entre-temps, une ordonnance allemande est proclamée le 29 mai, en même temps en France, en Belgique et aux Pays-Bas, relative au port de l'étoile jaune. Elle entre en vigueur le 7 juin. Peu après, l'accès à la plupart des lieux publics est interdit aux Juifs. L'exclusion se renforce.

 

Début juin, Oberg entame des négociations avec les autorités françaises sur l'organisation et les conditions de mise en œuvre de l'arrestation, du transfert et de la déportation des Juifs de France aboutissant à la signature d'un accord officiel avec René Bousquet, secrétaire d'État à la Police de Vichy représentant le gouvernement, le 2 juillet 1942. Ce document valide la participation des forces de l'ordre françaises aux arrestations de Juifs, le nombre des Juifs à arrêter et à livrer, les critères d'arrestation, le transfert de Juifs depuis la zone sud, alors non occupée, en vue de leur déportation. Le nombre est fixé à 100.000 personnes pour l'année 1942. Sur la proposition de Pierre Laval, la déportation des enfants de moins de 16 ans est en outre acceptée par Berlin et appliquée en août.

 

Malgré le nombre élevé de personnes prises lors de la rafle, organisée à Paris et en région parisienne les 16 et 17 juillet 1942, le quota de Juifs à déporter fixé par les Allemands et les représentants du gouvernement de Vichy lors de négociations n'est pas atteint. Pour y parvenir, l'État français se tourne vers les camps d'internement de la zone sud, encore non occupée. Ceux-ci constituent un vivier dans lequel il puisera régulièrement. Ainsi, parmi les 10 000 Juifs livrés au Reich en août-septembre 1942, figurent en majorité des apatrides et des étrangers provenant de ces camps. Les autres sont raflés à partir du 26 août dans les départements du sud de la France.

 

 

Une réaction indignée d'une partie de l'opinion publique

 

À cette date, le gouvernement s'efforce encore de conserver le contrôle illusoire des mesures prises envers les Juifs français, tout en acceptant que les enfants nés en France de parents étrangers soient déportés.

 

Plus de la moitié des Juifs déportés de France l'a été au cours du deuxième semestre 1942.

 

 

Vers la Libération

 

Le 11 novembre 1942, la zone sud est envahie par les Allemands et les Italiens. La zone italienne, dans le sud-est de la France, constitue alors un refuge pour les Juifs mais, suite à l'armistice signé en septembre 1943 par ce gouvernement avec les Alliés, l'intégralité du territoire est occupée par les Allemands.

 

 

Même si les forces de l'ordre françaises demeurent impliquées, le régime de Vichy se montre plus réticent dans sa collaboration en la matière. Les troupes du IIIe Reich se chargent le plus souvent des arrestations, appuyées dès lors par la Milice. Les persécutions, les arrestations et les déportations se poursuivent néanmoins jusqu'à la Libération, frappant désormais l'ensemble des Juifs. Ainsi, le 6 avril 1944, quarante-quatre enfants et leurs éducateurs sont raflés à Izieu (Ain) par Klaus Barbie, le chef de la Gestapo à Lyon.

 

 

 

En juillet, Aloïs Brunner, alors commandant du camp de Drancy, fait arrêter en banlieue parisienne plus de 230 enfants et adolescents qui sont déportés le 31 juillet, moins d'un mois avant la libération de la capitale. De nombreux Juifs sont par ailleurs arrêtés voire assassinés par la Milice, comme à Rillieux-la-Pape près de Lyon, où Paul Touvier, son responsable local, fait exécuter sommairement sept otages le 29 juin 1944.

 

 

 

Dans les derniers jours de l'Occupation, ils sont encore plusieurs centaines à être massacrées en divers lieux, dont des personnalités comme Jean Zay.

 

 

Les grandes rafles de l'été 1942 concernent pour la première fois des familles entières. Elles suscitent une réaction indignée dans une partie de l'opinion publique, jusqu'alors peu sensible aux persécutions commises contre les Juifs. Ainsi, une partie de l'épiscopat français, plus particulièrement en zone libre, se manifeste. De hautes personnalités comme Mgr Saliège, archevêque de Toulouse, Mgr Théas, évêque de Montauban, Mgr Delay, évêque de Marseille, le cardinal Gerlier, archevêque de Lyon, ou le pasteur Marc Boegner, protestent contre l'arrestation, les mauvais traitements et la remise des Juifs à l'occupant. Des institutions religieuses, des couvents, participent à l'accueil sous de fausses identités d'enfants, notamment ceux dont les parents étrangers sont enfermés dans les camps d'internement ou sont déjà déportés. Dans le milieu rural, des initiatives individuelles et spontanées se manifestent également.

 

Ces interventions et la désapprobation d'une fraction de la population ont un réel impact sur l'opinion publique.

 

Mais surtout, les Juifs prennent en charge leur propre sauvetage à travers les actions conduites par des organisations juives comme l'Ouvre de secours aux enfants, parfois appuyées par des organisations non juives, pour la plupart caritatives et religieuses.

 

 

 

Cette Résistance a revêtu divers aspects selon les circonstances et les lieux. Le rôle des femmes, souvent jeunes, est exemplaire, notamment dans le sauvetage des enfants qu'elles ont cachés ou fait passer en Suisse. La conjonction de toutes ces actions, juives et non juives, contribue grandement à la survie des trois quarts des Juifs de France ; un phénomène favorisé aussi par la géographie du territoire et les conditions de l'occupation du pays.

 

 

Par ailleurs, de nombreux Juifs de France s'engagent contre l'occupant au sein de la Résistance intérieure ou extérieure, suscitant également la création de mouvements spécifiques comme l'Organisation juive de Combat. Cet engagement des Juifs en Résistance prend de multiples formes.

 

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27/03/2012

27 MARS 2012 : LITANIES DES BIENHEUREUX FRANCISCO ET JACINTA MARTO (Voyants de Fatima)

Francisco e jacinta MARTO.jpg

 

Ladainha dos Beatos Francisco e Jacinta

 

 

Senhor, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.

Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Virgem dos Pastorinhos, rogai por nós.

Beato Francisco Marto, rogai por nós.

Beata Jacinta Marto, rogai por nós.

Crianças chamadas por Jesus Cristo, rogai por nós.

Crianças chamadas a contemplar a Deus no Céu, rogai por nós.

Pequeninos a quem o Pai revela os mistérios do Reino, rogai por nós.

Pequeninos privilegiados do Pai, rogai por nós.

Louvor perfeito das maravilhas de Deus, rogai por nós.

Imagens do abandono filial, como crianças ao colo da mãe, rogai por nós.

Vítimas de reparação em benefício do Corpo de Cristo, rogai por nós.

Confidentes do Anjo da Paz, rogai por nós.

Custódios, como o Anjo da Pátria, rogai por nós.

Adoradores com o Anjo da Eucaristia, rogai por nós.

Videntes da Mulher revestida com o Sol, rogai por nós.

Videntes da Luz que é Deus, rogai por nós.

Filhos prediletos da Virgem Mãe, rogai por nós.

Ouvidos atentos à solicitude materna da Virgem Maria, rogai por nós.

Advogados da Mensagem da Senhora mais brilhante que o Sol, rogai por nós.

Arautos da palavra da Mãe de Deus, rogai por nós.

Profetas do triunfo do Coração Imaculado de Maria, rogai por nós.

Cumpridores dos desígnios do Altíssimo, rogai por nós.

Fiéis depositários da Mensagem, rogai por nós.

Emissários da Senhora do Rosário, rogai por nós.

Missionários dos pedidos de Maria, rogai por nós.

Portadores dos apelos do Céu, rogai por nós.

Zeladores do Vigário de Cristo, rogai por nós.

Confessores da vida heroica na verdade, rogai por nós.

Consoladores de Jesus Cristo, rogai por nós.

Exemplos da caridade cristã, rogai por nós.

Servos dos doentes e dos pobres, rogai por nós.

Reparadores das ofensas dos pecadores, rogai por nós.

Amigos dos homens junto do trono da Virgem Maria, rogai por nós.

Lírios de candura a exalar santidade, rogai por nós.

Pérolas brilhantes a resplandecer beatitude, rogai por nós.

Serafins de amor aos pés do Senhor, rogai por nós.

Oblações a Deus para suportar os sofrimentos em ato de reparação, rogai por nós.

Exemplo admirável na partilha com os pobres, rogai por nós.

Exemplo incansável no sacrifício pela conversão dos pecadores, rogai por nós.

Exemplo de fortaleza nos tempos da adversidade, rogai por nós.

Enamorados de Deus em Jesus, rogai por nós.

Pastorinhos que nos guiais ao Cordeiro, rogai por nós.

Discípulos da escola de Maria, rogai por nós.

Interpeladores da humanidade, rogai por nós.

Frutos da árvore da santidade, rogai por nós.

Dom para a Igreja Universal, rogai por nós.

Sinal divino para o Povo de Deus, rogai por nós.

Testemunhas da graça divina, rogai por nós.

Estímulo à vivência do batismo, rogai por nós.

Experiência da presença amorosa de Deus, rogai por nós.

Eloquentes na intimidade de Deus, rogai por nós.

Intercessores, junto de Deus, pelos pecadores, rogai por nós.

Construtores da Civilização do Amor e da Paz, rogai por nós.

Lâmpadas a alumiar a humanidade, rogai por nós.

Luzes amigas a iluminar as multidões, rogai por nós.

Luzeiros a refulgir no caminho da humanidade, rogai por nós.

Chamas ardentes nas horas sombrias e inquietas, rogai por nós.

Candeias que Deus acendeu, rogai por nós.

Cristo, ouvi-nos. Cristo, ouvi-nos.

Cristo, atendei-nos. Cristo, atendei-nos.

 

Oração conclusiva

Deus de infinita bondade, que amais a inocência e exaltais os humildes, concedei, pela intercessão da Imaculada Mãe do vosso Filho, que, à imitação dos bem-aventurados Francisco e Jacinta, Vos sirvamos na simplicidade de coração para podermos entrar no reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

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10:38 Publié dans RELIGION | Commentaires (0)

 
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