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29/02/2012

29/02/2012 : POURQUOI JEÛNER EN CARÊME?

DÉSERT DE MONTAGNES.jpg
LE DÉSERT N'EST PAS TOUJOURS DE SABLE !

 

Pourquoi faut-il s'astreindre au jeûne ?

 

Temps de carême: plaidoyer pour le jeûne

 

Plus que jamais, le jeûne est d’actualité. Certains le pratiquent comme un mode de remise en forme, esthétique avant l’été, ou comme l’on se remet au footing ou au sport. D’autres le pratiquent par souci écologique, par souci d’équilibre de vie touchant à la fois le corps et le mental, l’esprit et le respect de la nature. D’autres le pratiquent par solidarité avec ceux, nombreux sur la planète, qui ne mangent jamais à leur faim.

 

Une mise en alerte ou en disponibilité

 

L’idée que le jeûne soit lié au partage est familière à la Bible, qui rassemble traditionnellement la prière, le jeûne et l’aumône.

Reliés ensemble, ces trois éléments s’éclairent mutuellement, car qu’est-ce que le jeûne, si ce n’est une sorte de mise en alerte, ou pour prendre une image plus douce, une mise en disponibilité, c’est-à-dire une ouverture consentie de ma vie à l’autre, l’autre que je rencontre et celui qui est au plus profond de mon désir : Dieu lui-même.

 

Je m’allège

 

Ainsi jeûne, prière et aumône (on pourrait aussi dire partage) se complètent. Par eux, je m’allège de ce qui m’encombre, pour être disponible à la rencontre. J’aime personnellement écrire ce mot avec une majuscule : la Rencontre, pour évoquer par là que toute rencontre réelle est déjà un peu celle de Dieu. C’est la raison pour laquelle avec le jeûne on est à l’essentiel. Bien sûr, envisagé comme une obligation, il apparaît contraignant, ou comme un corps étranger auquel ma vie résiste. Mais ils sont nombreux ceux à qui l’on a dit un jour qu’il fallait cesser, quelque fois sur le champ, de fumer, de boire, de courir, de manger cela ou encore cela. C’est rude, tous le disent, mais quand l’enjeu en face est de « sauver » sa vie, il y a peu d’hésitation.

 

Retrouver la faim et la soif

 

Ainsi je crois au jeûne dans la vie et plus encore dans la vie spirituelle, comme cette pratique qui permet de reprendre le souffle long, le chemin de la rencontre : le chemin de moi-même éventuellement, le chemin des autres quand je suis allégé de mes soucis proches trop prégnants, le chemin de Dieu, le chemin de l’Unique qui habite ma vie, mon désir. Ce serait un peu le Psaume : « Dieu, c’est toi, mon Dieu, je te cherche dès l’aube, mon âme a soif de toi » (Ps 62). La vie quotidienne nous fait parfois perdre la soif, mais par anémie, quand on perd le goût des choses, le goût unique de l’eau qui abreuve.

 

Rééclairer le quotidien de la foi et de la vie

 

En fait, le Carême est comme un grand entraînement, un temps où l’on s’allège de ce qui encombre et où l’on gagne en essentiel. Un temps où l’on redécouvre ce qui fait vivre, où l’on cultive le trésor : l’intériorité, l’ouverture aux autres, le regard sur le monde. Et le jeûne, c’est ce moment où de façon délibérée on reprend le chemin des matins clairs, où le soleil est plus lumineux encore, tandis que l’air est vif et frais. C’est une invitation à rééclairer le quotidien de la foi, celui de la vie.

 

Choisir le bon régime

 

Le jeûne peut prendre de multiples formes : quelles modifications de ma vie peuvent m’apporter le plus de liberté ? Pour les uns, ce sera une brèche dans l’emploi du temps pour écouter avec plus d’attention, pour d’autres l’ouverture d’un livre pour retrouver le temps du dialogue, d’une nourriture intérieure. Pour d’autres encore ce sera se priver d’ordinateur (eh oui !) ou de télé. Reprendre du temps pour de l’essentiel, du silence, la rencontre, le temps de la prière, de l’écoute ou de la rencontre de la Parole de Dieu. On comprendra que le jeûne de nourriture est aussi un chemin. Mais qui ne cache pas les autres ou la forêt ! Une invitation : relire le très beau chapitre 58 d’Isaïe. Il est tonique et très éclairant.

 

Marcher en liberté

 

Alors oui, il est utile de jeûner. Pour retrouver de la liberté intérieure. Et la disponibilité à la rencontre : celle des autres et de Dieu.

 

Jacques Nieuviarts, prêtre assomptionniste (« Croire.com »)

 

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28/02/2012

28/02/2012 : DÉCÈS DE L'ANCIEN ÉVÊQUE DE BEJA (PORTUGAL

 

 

D.Manuel FALCAO.jpg
D.MANUEL FALCAO

D. Manuel Falcão, 40 anos de episcopado em revista

 

No dia da sua morte, a Agência ECCLESIA recorda o percurso do bispo emérito de Beja, descrito na primeira pessoa

D.R.

 

No dia 22 de janeiro de 2007, D. Manuel Falcão celebrou 40 anos de ordenação episcopal. Figura discreta, mas referência incontornável da vida da Igreja em Portugal, nas últimas décadas, o bispo emérito e Beja desfia, em longa conversa com a Agência ECCLESIA, o rosário das suas memórias.

 

Agência ECCLESIA (AE) – Com a celebração do 40º aniversário da sua ordenação episcopal é tempo de olhar para trás e recordar uma vida de doação.

D. Manuel Falcão (MF) – Era professor no Seminário dos Olivais e dedicava, muito do meu tempo, à sociologia religiosa e à construção das novas Igrejas do Patriarcado. Nesta altura, o Patriarca de então indicou o meu nome para bispo auxiliar e fui eleito a 6 de dezembro de 1966 e ordenado a 22 de janeiro de 1967. Como bispo auxiliar fiquei encarregado da região Oeste da diocese. Estive também encarregado da zona de Setúbal que, posteriormente, seria diocese.

AE – Esteve também na liderança da organização pastoral do Patriarcado?

MF – Sim. Foi decidido, pelo Patriarca e de acordo com o Conselho Presbiteral, criar as novas dioceses de Santarém e de Setúbal. Estudei a criação das novas dioceses.

AE – Neste passo importante houve discordâncias?

MF – De modo geral, já havia uma preparação neste sentido. Em Setúbal tivemos algumas dificuldades porque existia um projeto de ampliar mais a diocese mas o arcebispo de Évora, D. David Sousa, não aceitou esse alargamento. Mesmo assim ficou uma boa diocese, pelo menos em relação à vertente habitacional.

 

Sociologia Religiosa

AE – Foi nessa altura que se viveu o período áureo de construção de novas igrejas no Patriarcado?

MF – Exatamente. Através do estudo da sociologia religiosa, nomeadamente da prática dominical, chegou-se à conclusão que a cidade de Lisboa estava a esvaziar-se. O centro da cidade estava a perder a população e, em simultâneo, crescia a periferia. A grande Lisboa estava a crescer rapidamente e estava desprovida de Igrejas. O trabalho mais urgente passava pela reserva de terrenos para essas igrejas. Foi o primeiro trabalho do Secretariado das Novas Igrejas que dirigi durante alguns anos.

AE – Deu o impulso e a força inicial para esta marca histórica?

MF – Comecei neste trabalho antes de ser bispo auxiliar. Habitualmente, ia a S. Vicente de Fora onde estava sediado este secretariado. Era uma área de estudo de que gostava imenso.

AE – Recorda episódios relevantes num tempo de ditadura e, talvez, cheios de dificuldade?

MF – Existia colaboração. Na divisão territorial de Lisboa – o único feito em todo o país – fez-se alterações de forma racional. Isto foi possível porque, da parte do Estado e da Câmara Municipal, houve colaboração. Estive mais de um ano a estudar, nas instalações da Câmara Municipal de Lisboa, a nova divisão paroquial.

AE – Nessa altura já se falava na formação de novas dioceses?

MF – Havia uma certa pretensão das Caldas da Rainha ficar uma diocese. E outra era a divisão da Portalegre-Castelo Branco. Castelo Branco tem mesmo uma catedral. Há quem fale também na divisão dos Açores. Uma em Angra e outra em Ponta Delgada. Suponho que não é conveniente dividir mais porque as dioceses enfraquecem.

AE – Apesar da formação em Engenharia adaptou-se ao estudo da realidade geográfica e sociológica?

MF – Há uma ligação forte entre a sociologia e a matemática. Aliás, a minha sociologia é mais sociografia do que sociologia. Foi mais a procura da investigação dos factos do que propriamente a análise sociológica deles.

AE – Ainda sente saudades desses tempos de investigação sociológica?

MF – Essencialmente, tenho saudades dos dois secretariados – das novas igrejas e da Informação religiosa – porque foi aí que me afirmei de forma mais clara.

 

Comunicação Social

AE – Na comunicação social também foi pai de alguns projetos?

MF – Procurava recolher informações que eram enviadas para a imprensa católica.

AE – Ganhou-se um bispo e perdeu-se um jornalista?

MF – O «bichinho» da Comunicação Social é muito antigo. Quando tinha 14 anos já dirigia um jornal familiar – feito pelos meus irmãos e primos – intitulado «Semanário X». Era feito nas férias porque tinha mais tempo para essas atividades.

AE – Passava as férias em Lisboa?

MF – Em Lisboa e na Figueira da Foz.

AE – Os outros brincavam e D. Manuel Falcão escrevia?

MF – Redigia, passava à máquina com duplicador. Tirava uma dúzia de exemplares para a família.

AE – Meio caminho andado para posteriores colaborações nos jornais da Ação Católica…

MF – Colaborei nos jornais da JEC, JUC e no «Novidades».

AE – Trabalhou com muitos dos homens que estão hoje no poder económico, político e cultural?

MF – É verdade. Muitos dos que estão na «berra» foram do meu tempo e vários deles foram formados pela Ação Católica.

AE – Formados no «mundo católico» mas alguns esqueceram esses ensinamentos. A semente não germinou?

MF – Talvez a formação não tivesse sido suficientemente forte e enraizada. A evolução da sociedade tem influenciado muita gente.

AE – Estamos na era da globalização e das novas tecnologias. Como é a sua relação como o mundo da informática?

MF – Já escrevia muito à máquina por isso não foi difícil adaptar-me ao computador.

AE – Adapta-se com facilidade a novas realidades?

MF – Nasci em Lisboa e nela vivi até aos quarenta e tal anos - fui transferido para Beja em 1975, em pleno «Verão Quente» – mas adapto-me com facilidade.

 

Como viveu a Revolução dos Cravos

AE – Viveu o antes do 25 de Abril em Lisboa e o pós 25 de Abril no Alentejo. Quando se deu a «Revolução dos Cravos» era bispo auxiliar de Lisboa. Tempos conturbados?

MF – Trabalhava muito intimamente com D. Manuel Cerejeira que tinha muito medo do comunismo. E admitia que seria Salazar que defendia o país do comunismo apesar de não concordar sempre com ele. Há uma frase do Cardeal Cerejeira – já a referi imensas vezes – onde ele dizia que: Salazar era o homem mais orgulhoso que ele conhecia. Orgulhoso no sentido de ser muito firme nas ideias que tinha. Em simultâneo, o Cardeal Cerejeira tinha confiança em Salazar enquanto defensor do perigo comunista.

D. Manuel Cerejeira tinha quase um horror ao perigo comunista. Mais tarde, no período final da sua vida quando estava na Buraca e confundia as coisas, disse-me: “Oh António, cuidado que vêm ai os comunistas através do túnel”. Pensava que estava no Seminário dos Olivais que tem uma ligação por túnel entre o Palácio e o Seminário. Vivia atormentado por isso e morreu atormentado com isso.

 

AE - E depois?

MC - Depois de resignar veio o Cardeal António Ribeiro que foi de uma delicadeza extraordinária comigo. Quando o Cardeal Cerejeira resignou – eu era auxiliar dele e não do Patriarcado – fiquei sem posição. O Cardeal António Ribeiro teve a delicadeza de dizer para eu continuar na mesma. Estive no Patriarcado mais dois ou três anos e depois vim para Beja.

 

AE – Estava em Lisboa quando se deu o 25 de Abril?

MF – Não. Estávamos em Assembleia Plenária, em Fátima. O primeiro alarme veio do D. Júlio Tavares Rebimbas. Tinha ouvido pela rádio e transmitiu aos bispos presentes – estávamos na paramentação – que tinha rebentado a revolução, em Lisboa. Ficámos alarmados mas celebrámos a missa. O Pe. Feytor Pinto que tinha uma reunião em Fátima – não pôde vir pela estrada normal – deu-nos depois os primeiros pormenores da Revolução de abril. Os bispos interromperam a Assembleia e voltaram para as suas dioceses.

AE – Veio também para Lisboa com o Cardeal?

MF – Eu, os bispos auxiliares e o Cardeal. Na altura do 25 de Abril era Secretário da Conferência Episcopal. Tive um papel bastante ativo visto que, muitas vezes, tinha que levar, ao COPCON e a outras entidades da revolução, documentos.

AE – Lidou diretamente com os homens da revolução?

MF – Sim. Tinha que lidar com eles para os informar da posição dos bispos.

AE – Estava numa situação delicada. Sentiu algum ostracismo para com a Igreja?

MF – Assistiu-se a casos lamentáveis no Patriarcado quando esteve cercado durante algumas horas. Algumas pessoas foram atingidas gravemente com pedras.

 

Alentejo

AE – Durante esse acontecimento, o D. Manuel Falcão estava no Patriarcado?

MF – Nessa altura já estava em Beja.

AE – Em novembro de 1974 foi nomeado bispo coadjutor de Beja. Um período conturbado da história. Como lidou com aquela efervescência vivida no Alentejo?

MF – É conveniente dizer que, embora o Alentejo tivesse sido trabalhado pelo comunismo, a massa da população alentejana não tem mentalidade comunista. É uma gente pacífica e que não tem grandes ambições. As ocupações de terras foram feitas não pelos alentejanos, mas por aqueles que vinham da região de Setúbal. Posteriormente, notou-se que o resultado das ocupações foi bastante negativo ou, pelo menos, não deu os resultados esperados. Pouco a pouco voltou tudo ao primitivo e as terras foram novamente devolvidas. Da parte das autarquias comunistas – eram a maior parte nessa altura – verifiquei que não queriam irritar nem hostilizar a Igreja.

AE – Esta situação teve o seu cunho pessoal?

MF – Sempre tive a preocupação de bom entendimento. Atualmente, ainda me dou bem com os Presidentes de Câmara comunistas. Amizades com muitos anos.

AE – Chegou mesmo a afirmar que «o PCP deu voz ao povo»?

MF – O PCP teve o mérito de dar consciência à população alentejana.

AE – Não sofreu com a «pacatez» desta zona de Portugal visto que era um citadino de gema?

MF – Adapto-me facilmente aos ambientes.

 

Missões Populares

AE – Com várias décadas no Alentejo deixou marcas no povo e também no território?

MF – O trabalho principal passou pela tentativa de evangelizar o Alentejo através das missões populares. Recorrendo sobretudo às congregações religiosas com mais vocação nesta área: Vicentinos e Redentoristas. Prestaram uma grande colaboração à diocese.

AE – A descoberta de novas vocações era algo prioritário?

MF – Durante muitos anos, o Alentejo viveu com vocações da zona beirã (Beira Baixa). Os padres de Beja iam recrutar miúdos nas escolas primárias da Cova da Beira. Depois deixou de ser viável porque as famílias preferiam que os miúdos ficassem nas suas terras. Entretanto foram surgindo algumas vocações alentejanas e os padres mais recentes são todos do Alentejo.

AE – Se em Lisboa esteve empenhado na construção das novas igrejas, no Alentejo o primeiro anúncio evangelizador ganhou preponderância?

MF – Ainda se fizeram também uma dúzia de capelas. Os alentejanos, mesmo quando não praticam, têm uma certa vaidade na sua Igreja ou capela. Não há, mesmo pequeno que seja, que não queira ter a sua capela. É um sinal de dignidade. O alentejano, mesmo quando não vai à missa ao domingo, tem o sentido do religioso e até reza.

AE – É a religiosidade popular. Cada profissional tem o seu santo protetor, como é caso dos mineiros com a devoção a Santa Bárbara?

MF – Santa Bárbara é a padroeira dos mineiros e dos construtores do Porto de Sines. Fui lá, várias vezes, celebrar a Eucaristia. Este porto foi construído com o material extraído das minas dos arredores de Sines.

AE – Sentiu dificuldades em pastorear uma diocese territorialmente grande?

MF – Beja é a maior de todas em área mas não é a mais populosa. A cidade de Beja está muito bem situada geograficamente. Com menos de 100 quilómetros chega-se a Espanha ou ao mar.

 

Um Alentejo diferente

AE – Existem várias assimetrias na sua diocese?

MF – O Alentejo não é único (marítimo, Alto e Baixo Alentejo). Por exemplo, o «cante» alentejano é uma característica do Baixo Alentejo. O Alto Alentejo não tem este tipo de cantar.

AE – O seu pedido de resignação foi aceite por João Paulo II em 1999, mas quis ficar no Alentejo que o acolheu…

MF – Nessa altura colocou-se-me um problema: ou vou para casa dos meus irmãos ou fico em Beja. Optei por ficar em Beja porque Lisboa já é complicada para mim. Beja é mais sossegada.

AE – E convida à reflexão para os seus escritos e, quem sabe, as suas memórias?

MF – Já me incentivaram a escrevê-las mas, naturalmente, não irei fazê-lo.

AE – Com tanto para contar não gostaria de deixar esse registo para a posteridade?

MF – Não penso nisso... (risos). Quando acabar, acabou-se. Há coisas mais importantes.

 

O Alqueva

AE – Com o surgimento do maior lago artificial da Europa, a Barragem do Alqueva, o Alentejo sofrerá alterações significativas?

MF – O Alqueva está a evoluir para aquilo que, inicialmente, se pensava. Tornar o Alentejo mais regadio. Por outro lado, notamos que ele está a desenvolver o turismo. Verifica-se também que o Litoral tem grandes possibilidades de desenvolvimento, como é o caso de Sines. Agora, com as comunicações mais fáceis para a Espanha, esta cidade do litoral irá desenvolver-se bastante. A diocese tem ainda outro polo de desenvolvimento, a Base Aérea de Beja.

AE – Vivia preocupado com o seu rebanho e chegou mesmo a escrever a Jacques Santer, sobre as questões do Alqueva?

MF – Tive essa ousadia mas não sei se teve algum resultado.

AE – As autarquias locais dialogavam consigo para tomar algumas posições?

MF – Conversávamos muito. Os autarcas estavam presentes, quase sempre, nas visitas pastorais. Estabeleceram-se boas relações entre as Autarquias e a Igreja.

AE – Então existe sintonia entre o poder local e a Igreja?

MF – Neste momento não há dificuldade nenhuma.

AE – Mas nem sempre foi assim?

MF – O meu antecessor, D. Manuel Santos Rocha, com que eu trabalhei quatro ou cinco anos, era um homem bastante reservado. Não aparecia muito nem falava muito. Por isso, as relações com as autarquias eram escassas. Comigo, as coisas alteraram-se. Sou mais dado e mais aberto.

AE – Esse diálogo deixou marcas?

MF – Nas visitas pastorais ia a todos os lados (Igreja, Escolas, Juntas de Freguesia, Casas do Povo, Clubes Desportivos). O convívio era fácil.

AE – A abertura da Universidade em Beja ajudou a estancar a sangria populacional na região?

MF – Abriu a Universidade Moderna mas está em crise. O que está em desenvolvimento é o Politécnico.

 

Cativar os jovens

AE – O que falta ao Alentejo para cativar os jovens?

MF – Falta confiança no futuro. Se as famílias forem fecundas haverá futuro para o Alentejo. Se isto não acontecer, o Alentejo morre.

AE – Nestes quarenta anos como bispo fez parte também de várias comissões na Conferência Episcopal Portuguesa (CEP)?

MF – Durante muitos anos fui secretário da CEP. Estive no setor das Comunicações Sociais, do Laicado e dos Religiosos.

AE – Temos um referendo sobre o aborto à porta, o que falta aos portugueses para valorizarem as questões da vida?

MF – Neste momento o que está a falhar é o lançamento do laicado na vida da Igreja. Tivemos um laicado forte no tempo da Ação Católica (anos 40 e 50). Depois do Concílio notou-se uma regressão e neste momento parece-me que está bastante parado, embora haja alguns movimentos com alguma dinâmica. Mesmo estes, estão mais interessados na espiritualidade pessoal dos seus filiados do que, propriamente, no apostolado.

AE – Grupos dentro do grupo enorme que é a Igreja?

MF – Exato. Tenho pena que não haja também mais ardor missionário. Portugal foi um país que missionou vários continentes e, neste momento, quase não tem missionários.

 

Dinâmica conciliar

AE – Com mais de quarenta anos, o II Concílio do Vaticano ainda não chegou a todos os cantos da Igreja?

MF – Tem quarenta anos mas continua atual. Acontece que, a maior parte dos padres atuais não o viveram como eu vivi.

AE – Ainda se recorda desses tempos e de toda a dinâmica conciliar?

MF – Ia a Roma todos os anos – embora não fosse bispo ainda – para recolher elementos e entrevistar bispos para dar informação no Boletim de Informação Pastoral (BIP), órgão do Secretariado de Informação Religiosa. Entrevistei todos os bispos portugueses e alguns estrangeiros.

AE – Atualmente, como bispo emérito de Beja tem mais tempo para colocar os estudos em dia?

MF – Não leio muitos romances. Prefiro revistas, livros de Espiritualidade e Documentos da Santa Sé.

AE – Livros que serviram de base para escrever a Enciclopédia Católica?

MF – Foram uma boa ajuda. Penso que foi um trabalho razoável porque tenho tido referências positivas. Acho que tem sido bastante visitada no site da ECCLESIA.

AE – Como homem da Comunicação Social gostaria de deixar apelos aos profissionais desta área?

MF – A comunicação social, sobretudo aquela que está nas mãos da Igreja, tem um papel cada vez mais importante porque é através dela que a mensagem de Evangelho se difunde. Nesta época, onde a prática dominical e a presença das pessoas na igreja vai diminuindo, é fundamental que a Comunicação Social leve esta mensagem a todos. Assim, o Evangelho mantém-se vivo.

 

Entrevistas - Luís Filipe Santos - Diocese de Beja

 

 

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27/02/2012

2702/2012 : Le Bienheureux Père BROTTIER

 

 

P.BROTTIER.jpg
Le Bienheureux Père Daniel BROTTIER

Bienheureux Daniel Brottier, un père

pour les orphelins

 

En 1984, le pape Jean-Paul II béatifia le Père Brottier (1876-1936), prêtre spiritain considéré comme le second fondateur de l’oeuvre des Orphelins Apprentis d’Auteuil.

Le bienheureux Daniel Brottier est fêté le 28 février.

 

 

 

Avec sa barbe à double pointe, sa longue moustache, son front large et ses yeux vifs, le P. Brottier, c’était d’abord un visage. Un visage noble et droit que l’on n’oubliait pas. Un visage bon et déterminé qui reflétait la manière dont ce prêtre spiritain avait accompli les missions qui s’étaient présentées à lui. Des missions, lourdes, que l’on peut résumer en trois mots : l’Afrique, la guerre et les orphelins.

Ordonné prêtre en 1899, Daniel Brottier entra dans la Congrégation du Saint-Esprit en 1902, avant de gagner Saint-Louis du Sénégal en 1903. Là, jusqu’en 1911, le jeune vicaire multiplia les initiatives (patronage, conférences, chorale, journaux, etc.) afin de donner une éducation chrétienne aux jeunes qui en étaient privés depuis que le gouvernement Combes avait forcé les religieux à fermer leurs écoles.

Durant la terrible « Grande Guerre », le P. Brottier, quoique réformé à cause de problèmes de santé, demanda à servir comme aumônier volontaire. Son courage et son dévouement – il soignait les blessés, assistait les mourants, réconfortait les familles – lui valurent l’admiration générale. Revenu du front sans la moindre blessure, l’ancien aumônier apprit qu’il avait été placé, par l’évêque de Dakar, sous la protection d’une religieuse, pas encore béatifiée : Thérèse de l’Enfant-Jésus. La petite carmélite normande devint son modèle, son inspiratrice, son amie.

En 1923, le P. Brottier se vit confier la direction de l’oeuvre des Orphelins Apprentis d’Auteuil.

Fondée en 1866 par l’abbé Roussel, elle périclitait, n’accueillant plus que 70 enfants. Le nouveau directeur créa la surprise en décidant aussitôt de construire une chapelle dédiée à sainte Thérèse : « Ce dont les enfants ont été sevrés, c’est d’affection. Thérèse sera leur petite maman. » En treize ans, au prix d’un travail acharné, le P. Brottier consolida et étendit l’oeuvre des Orphelins Apprentis d’Auteuil (aujourd’hui Fondation d’Auteuil). Son projet pour les enfants abandonnés qu’il recueillait? « Un toit, du pain, un métier, beaucoup d’amour. » À sa mort, en 1936, l’oeuvre prenait soin de 1 400 enfants (ils sont près de 8 000 de nos jours).

Au Sénégal, sur le front ou auprès des orphelins, le « bon P. Brottier » n’avait jamais cessé de se mettre entièrement au service de son prochain, « pour la plus

grande gloire du Maître ».

XAVIER LECOEUR, « La Croix » 25/02/2012 »

 

 

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26/02/2012

26/02/2012 : 1er DIMANCHE DE CARÊME (B)

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Jésus au désert

 

Domingo I da Quaresma

 

I LEITURA

 

Leitura do Livro de Génesis

 

Deus disse a Noé e a seus filhos: «Estabelecerei a minha aliança convosco, com a vossa descendência e com todos os seres vivos que vos acompanham: as aves, os animais domésticos, os animais selvagens que estão convosco, todos quantos saíram da arca e agora vivem na terra. Estabelecerei convosco a minha aliança: de hoje em diante nenhuma criatura será exterminada pelas águas do dilúvio e nunca mais um dilúvio devastará a terra». Deus disse ainda: «Este é o sinal da aliança que estabeleço convosco e com todos os animais que vivem entre vós, por todas as gerações futuras: farei aparecer o meu arco sobre as nuvens, que será um sinal da aliança entre Mim e a terra. Sempre que Eu cobrir a terra de nuvens e aparecer nas nuvens o arco, recordarei a minha aliança convosco e com todos os seres vivos e nunca mais as águas formarão um dilúvio para destruir todas as criaturas». Palavra do Senhor.

 

SALMO RESPONSORIAL

 

Refrão: Todos os vossos caminhos, Senhor, são amor e verdade para os que são fiéis à vossa aliança.

 

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos, ensinai-me as vossas veredas. Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me, porque Vós sois Deus, meu Salvador.

 

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias e das vossas graças que são eternas. Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência, por causa da vossa bondade, Senhor.

O Senhor é bom e recto, ensina o caminho aos pecadores. Orienta os humildes na justiça e dá-lhes a conhecer a sua aliança.

 

II LEITURA

Leitura da Primeira Epístola de São Pedro

 

Caríssimos: Cristo morreu uma só vez pelos pecados – o Justo pelos  injustos – para vos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito. Foi por este Espírito que Ele foi pregar aos espíritos que estavam na prisão da morte e tinham sido outrora rebeldes, quando, nos dias de Noé, Deus esperava com paciência, enquanto se construía a arca, na qual poucas pessoas, oito apenas, se salvaram através da água. Esta água é figura do Baptismo que agora vos salva, que não é uma purifi cação da imundície corporal, mas o compromisso para com Deus de uma boa consciência, pela ressurreição de Jesus

Cristo, que subiu ao Céu e está à direita de Deus, tendo sob o seu domínio os Anjos, as Dominações e as Potestades. Palavra do Senhor.

 

EVANGELHO

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

 

Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens  e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». Palavra da salvação.

 

ORAÇÃO DOS FIÉIS

 

Irmãos caríssimos: Neste primeiro domingo da Quaresma, voltemo-nos para o Senhor nosso Deus, que salvou Noé e os seus filhos do dilúvio com que submergiu a terra, e oremos pela Igreja e pelo mundo, dizendo cheios de confi- ança:

 

R. Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

1. Pelos ministros da Igreja, pelos fi éis e catecúmenos, para que escutem o apelo feito a todos: “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”, oremos ao Senhor.

 

2. Pelos homens que governam as nações, para que não se deixem tentar pelo poder, e estejam sempre ao lado dos mais fracos, oremos ao Senhor.

 

3. Pelos que vivem na solidão e na tristeza, e pelos humilhados, desprezados e esquecidos, para que em Deus encontrem o que procuram, oremos ao Senhor.

 

4. Pelos cristãos que iniciaram a Quaresma, para que, na oração, na partilha e no jejum, se preparem para celebrar a santa Páscoa, oremos ao Senhor.

 

5. Por nós próprios e pela nossa comunidade (paroquial), para que o Espírito nos faça sentir fome da Palavra e não deixe que sejamos vencidos pelo demónio, oremos ao Senhor.

 

Deus eterno e omnipotente, que fizestes uma aliança por todas as gerações com a descendência de Noé e com todos os seres vivos que há na terra, concedei-nos, ao longo destes dias, a graça de descobrir que só em Vós se encontra a fonte da vida e do amor. Por Nosso Senhor.

 

 

Eeeeeeeee

 

(Français)

1er dimanche du Carême

 

Depuis mercredi dernier, nous sommes entrés dans le temps du Carême. Ils sont nombreux ceux et celles qui ne savent pas très bien ce qu’est cette période. Quand nous en parlons, beaucoup pensent privations, jeûne, sacrifice, mortifications. Certains le comparent au Ramadan des musulmans. Mais le Carême, ce n’est pas le Ramadan. Pour le comprendre et le vivre, il nous faut revenir à la Parole de Dieu. Les textes bibliques de ce dimanche sont très parlants.

 

Ce qui est premier dans le Carême, c’est de redécouvrir que Dieu fait alliance avec les hommes. C’est le message de la première lecture : Dieu apparaît comme unique. Il a le souci de communiquer avec l’humanité. Il s’engage en faisant alliance. L’arc en ciel que tous peuvent voir en est le signe. Dieu créateur veut se faire partenaire de l’homme et devenir son compagnon de route. Il veut partager sa vie. Vivre le carême, ce n’est pas d’abord faire des sacrifices ; c’est regarder vers ce Dieu, c’est prendre conscience de sa présence active, de son engagement ferme et de son amour indéfectible. Si nous comprenons bien cela et si nous l’intégrons dans notre vie, notre carême sera rempli de cette présence de Dieu.

 

Cette certitude, nous la retrouvons dans la prière du psaume. Nous comprenons désormais que nous pouvons nous adresser à Dieu personnellement. Il nous aime au point de se communiquer à nous pour nous « enseigner ses voies ». Il est le Dieu qui nous dirige avec tendresse pour nous sauver. Sa bonté est offerte à, tous, même aux pécheurs qui se sont éloignés de lui. Les humbles profitent particulièrement de son alliance. Ils sont libérés de cet orgueil qui les aurait empêchés de l’accueillir. Tout au long de ce Carême nous nous tournons vers le Seigneur pour contempler son visage de bonté. Il est là pour nous montrer le chemin vers la Terre promise, le lieu de la Paix. Il importe que nous ayons assez d’humilité pour remettre nos mais dans ses mains dans une totale confiance.

 

La première lettre de saint Pierre nous invite à faire un pas de plus. Elle nous montre Jésus Christ et Sauveur. C’est par sa mort et sa résurrection que nous sommes introduits auprès de Dieu. Désormais, plus personne ne reste prisonnier de la mort. Mais n’oublions pas, si le Christ nous sauve, il ne nous sauve pas sans nous. Vivre le carême c’est s’engager fermement sur le chemin qu’il nous ouvre, c’est se mettre à l’écoute de Dieu. C’est à ce prix que nous pourrons entrer dans l’alliance de Pâques.

 

L’évangile de sait Marc nous montre que ce chemin de conversion est un combat contre les forces du mal. Après son passage à travers les eaux du Jourdain, Jésus se retrouve quarante jours au désert. Cet épisode nous rappelle le passage du Jourdain au temps de Moïse ; le peuple d’Israël est resté quarante ans au désert. C’est aussi dans le désert que Jésus se retrouve « propulsé » par l’Esprit. C’est comme une force contraignante qui pousse Jésus à affronter Satan. La présence de l’Esprit en Jésus l’oblige à se dévoiler. Satan se trouve contraint de l’affronter sans échappatoire possible.

 

On comprend mieux la hâte de l’Esprit et de Jésus. Pour que le règne de Dieu arrive, il faut déposséder celui qui se croit le maître du monde. Il faut remporter sur lui la victoire décisive. Marc ne se donne même pas la peine de désigner le vainqueur. La suite de l’évangile va nous rapporter des expulsions de démons. Désormais avec Jésus, l’adversaire est définitivement vaincu. Quand saint Marc écrit son évangile, les chrétiens sont persécutés. La victoire du Christ sur les forces du mal est une bonne nouvelle qui vient raviver leur espérance et la nôtre. Quand tout va mal, il est là. Nous pouvons toujours compter sur sa présence et son amour.

 

Il est urgent que tous puissent entendre et accueillir cette bonne nouvelle. Immédiatement après les tentations, Jésus part pour la Galilée et se met à annoncer l’Evangile de Dieu. Il appelle les hommes à la conversion et à la foi : « Les temps sont accomplis, le règne de Dieu est tout proche. Convertissez-vous et croyez à la bonne nouvelle. » Cet appel nous est également adressés à tous au début de ce Carême. Nous avons tous besoin de prier pour une conversion continuelle. Se convertir c’est laisser de côté certaines choses secondaires et nous diriger avec fermeté vers ce Dieu qui n’a jamais cessé de nous aimer. Lui seul peut nous donner le bonheur véritable.

 

Pour nous guider sur ce chemin de conversion, nous avons l’Evangile.  Nous y trouvons « les paroles de la Vie éternelle ». Quand nous le lisons, c’est Jésus qui est là et qui nous parle. « Durant ce temps de grâce du Carême, change notre cœur, Seigneur Jésus ! Rempli-le de ton amour pour le Père et pour tous les hommes, nos frères. »  Amen

 

Sources : Revues Signes, Feu Nouveau, Lectures bibliques des dimanches (Albert Vanhoye), La Parole de Dieu chaque jour 2012 (Vincenzo Paglia)

Abbé Jean Compazieu

 

 

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25/02/2012

ADORATION PERPÉTUELLE À BRAGA (traduction de l'article portugais d'hier)

Adoration eucharistique.jpgADORATION PERPÉTUELLE À BRAGA (Portugal)

 

L’Adoration perpétuelle constitue l’une des traditions les plus importantes de la préparation pascale dans la Ville de BRAGA. C’est Mgr Rodrigo de Moura TELLES, quand il rédigea son rapport en vue de sa 1ère visite « ad limina », qui demanda au Pape CLÉMENT XI l’institution du « Lausperene Quaresmal » (l’Adoration perpétuelle durant le Carême) dans les églises de BRAGA, en commençant le Mercredi des Cendres et terminant le Dimanche des Rameaux. Cette célébration devait avoir les mêmes indulgences que celles déjà concédées aux églises de LISBONNE, en 1682, par l’intermédiaire du pape INNOCENT XI.

Plus de trois siècles plus tard, cette tradition reste vivante et bien enracinée dans les pratiques de Carême des habitants de Braga.

23 églises accueillent, de nos jours cette Adoration de Carême, qui dure deux jours en chacune d’elles : le St Sacrement est exposé du début du jour jusqu’au soir.

Les églises semblent comme « transfigurées ». C’est le sommet de l’année, moment unique pendant lequel les fidèles de Braga viennent massivement vers ces lieux sacrés.

Les églises, qui accueillent pendant deux jours l’Adoration, sont décorées soigneusement avec des fleurs, des cierges et de grands rideaux, ce qui contraste avec l’austérité en vigueur durant le Carême.

Les tribunes (sortes de gradins), habituellement disposées au milieu du maître-autel, en « escaliers », sont toujours le lieu par excellence de l’Adoration : à leur sommet est ordinairement placé ostensoir contenant le St Sacrement. Malgré les récentes règles de Vatican II, qui demandent que ces « trônes » ne soient pas situés loin des fidèles, la tradition de Braga se perpétue de les exhiber au fond de la nef, au-dessus du maître-autel.

 

(Traduction de la 1ère partie de l’article d’hier)

 

 

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17:37 Publié dans RELIGION | Commentaires (0)

 
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