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25/06/2011

ÉVÊQUES PORTUGAIS ET POLITIQUE

Le Portugal a récemment, par des élections législatives consécutives à la démission du Gouvernement socialiste, changé nettement d'orientation politique : de la gauche il est passé à la droite (modérée).

A cette occasio, les Evêques, assemblés à FATIMA, ont décidé de publier une note, rappelant qu'ils n'ont pas à diriger la politique du pays, mais qu'ils se doivent de rappeler l'enseignement de l'Eglise. C'est pourquoi ils rappellent, dans la note ci-dessous, quelques-uns des principes de base qui, selon l'Eglise (et l'Evangile) doivent inspirer toute politique, de quelque orientation qu'elle soit.

Ci-dessous, cette note, en langue portugaise.

 

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BANDEIRA PORTUGUESA.png

Comunicado do Conselho Permanente a propósito do momento presente da Sociedade Portuguesa

Os cristãos e todos os portugueses sabem que nós, Bispos e sacerdotes, evitamos tomar posição sobre as questões da política directa, preservando o nosso ministério espiritual, da polémica que, naturalmente, acompanha o debate partidário.

Foi por isso que não respondemos às diversas solicitações que nos foram feitas para que falássemos no período que antecedeu as últimas eleições legislativas.

E se o fazemos hoje, depois de o Povo Português ter indicado, pelo seu voto, o rumo que deseja para Portugal, não é para comentarmos politicamente os resultados, mas porque achamos que a Palavra da Igreja pode ajudar a discernir o caminho da salvaguarda do “bem-comum” de toda a sociedade, no momento difícil que Portugal atravessa.

Verificámos que alguns líderes políticos, no calor da disputa eleitoral, referiram a Doutrina Social da Igreja para secundar as suas propostas políticas. Tinham o direito de o fazer, pois a vastíssima doutrina da Igreja sobre a sociedade pode, realmente, inspirar programas de governação.

É nessa perspectiva que ousamos, neste momento particularmente delicado do nosso País, sublinhar os seguintes aspectos:

1. A prioridade do “bem-comum” de toda a sociedade sobre interesses individuais e grupais é um dos pilares da doutrina da Igreja sobre a sociedade e que pode, neste momento, inspirar as opções governativas. Vamos pôr o bem da sociedade em primeiro lugar. Isso exige generosidade de todos na colaboração e aceitação dos caminhos necessários, na partilha de energias e bens, na moderação das opções ideológicas e estratégicas. Partidos, sobretudo os seus representantes que o Povo elegeu, as associações laborais, empresariais e outras, são chamados à generosidade de defenderem os seus direitos e interesses, dando prioridade total ao bem de toda a sociedade.

2. Além de generosidade, este momento exige, de todos os portugueses, grande realismo. A situação diminui a margem, legítima em democracia, para utopias. É este sentido de realismo que nos indica que devemos procurar soluções para Portugal no quadro social, político, económico em que está inserido: União Europeia, zona da moeda única, conjunto de países que se estruturam na base do respeito pela pessoa humana e pela sua liberdade, concretamente da liberdade de iniciativa económica.

Isto não pode resignar-se ao inevitável. Portugal tem de dar o seu contributo à evolução positiva, concretamente da União Europeia da zona Euro, e só o fará se resolver positivamente, reconquistando a credibilidade, o momento que passa.

Deve fazê-lo procurando que o esforço de equilíbrio financeiro não prejudique a economia, e que não se relativize a importância da saúde, da cultura e da educação.

3. A Doutrina Social da Igreja baseia a prioridade do “bem-comum” na vocação comunitária da sociedade. Esta não é um agregado de “indivíduos”, mas tende a ser comunidade, onde cada um se sente corresponsável pelo bem de todos, onde cada homem e mulher é nosso irmão.

Esta dimensão comunitária é prioritária na visão da Igreja. O amor fraterno, com a capacidade de dom, é o valor primordial na construção da sociedade. Sempre, mas de modo especial neste momento que atravessamos, os pobres, os desempregados,

os doentes, as pessoas de idade, devem estar na primeira linha do amor dos cristãos. Este é um dever prioritário da Igreja, que ela quer realizar pelos seus meios próprios, mas em colaboração com todos os que procuram o “bem-comum”. Esta atitude exige generosidade e capacidade de dom, de que o voluntariado é uma expressão nobre. Os próximos tempos vão exigir partilha de bens.

Mas não é a mesma coisa partilhar generosamente, e ser obrigado a distribuir. Temos de criar um dinamismo colectivo de generosidade e de partilha voluntária, fundamentada no amor à pessoa humana.

4. Há ainda na nossa sociedade muitas expressões de egoísmo, que vão desde a corrupção ao enriquecimento ilícito, a uma visão egocêntrica do lucro, etc. Uma ética da generosidade, da honestidade e da verdade tem de fazer parte da cultura a valorizar.

O próprio sistema de justiça tem de ser um serviço que combata os atropelos à generosidade, à honestidade e à verdade. Sem um bom sistema de justiça, nenhuma sociedade será verdadeiramente justa. Este momento de crise pode levarnos a todos a lançar os dinamismos para a construção de uma sociedade mais fraterna e solidária. A Igreja quer, não apenas pela sua palavra, mas pelo seu compromisso na acção, ser a afirmação da esperança.

Fátima, 14 de Junho de 2011

CEP

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11:39 Publié dans PORTUGAL | Commentaires (2)

Commentaires

Pourquoi vous n'avez pas mise la traduction au francais? MARU

Écrit par : mbouillon | 25/06/2011

Vous avez raison: je n'ai pas mis la traduction et vous étiez en droit de l'attendre... Je n'ai tout simplement pas eu le temps de le faire : copier un texte est rapide, mais effectuer une traduction demande du temps, ce qui me manque cruellement! Notez cependant que je m'efforce , dans la présentation en français de résumer l'essentiel du texte... D'aiileurs, je ne sais pas si des non-Portugais s'intéressent vraiment à la politique portugaise : je me permets d'en douter... Même les Portugais résidant en France sont très peu nombreux à suivre la politique de leur pays : le foot, oui! mais la politique, ce n'est pas pour eux (pensent-ils)

Écrit par : G.Jeuge | 25/06/2011

Les commentaires sont fermés.

 
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